Brasil Urgente

Sindicato alega atraso em pagamento e São Paulo tem greve de ônibus

Categoria diz que 13º salário e vale-refeição serão transferidos com atraso

Da redação
DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 16:33 • Atualizado em 09/12/2025 • 16:33

Resumo

Greve de motoristas e cobradores de ônibus foi iniciada em São Paulo após o não pagamento do 13º salário e vale-refeição, com veículos sendo recolhidos no meio da tarde e passageiros enfrentando dificuldades para voltar para casa.

Revolta dos trabalhadores aumentou após o recebimento de um ofício das empresas de ônibus solicitando novo prazo para pagamento sem data definida, enquanto o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, afirmou que a categoria perdeu a confiança nas empresas e destacou a importância do 13º para os trabalhadores.

Resposta da Prefeitura foi a rejeição do pedido de prorrogação das concessionárias, com o prefeito Ricardo Nunes prometendo medidas administrativas e judiciais para garantir o pagamento, enquanto as empresas alegam dificuldades financeiras e buscam renegociar contratos com a municipalidade.

Passageiros de ônibus enfrentam dificuldades para voltar para casa na tarde desta terça-feira (9) em São Paulo. Motoristas e cobradores iniciaram uma greve após o não pagamento do 13º salário e do vale-refeição. Organizada pelo sindicato da categoria, a paralisação começou no meio da tarde com o recolhimento dos veículos às garagens.

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Com a interrupção do serviço, o trânsito da capital paulista registou lentidão em vários corredores, e usuários se aglomeraram em pontos de ônibus e estações de metrô e trem. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos com placas finais 3 e 4 nesta terça-feira.

A paralisação de ônibus pegou a população de surpresa e transformou a tarde na capital paulista em um cenário de caos. Passageiros em frente ao Terminal Dom Pedro II enfrentavam longas esperas sob a chuva, tentando embarcar em um dos poucos veículos ainda em circulação. Muitos relataram desespero por não ter como voltar para casa, especialmente idosos ou quem depende exclusivamente do transporte público.

Por que começou a greve?

Em entrevista ao Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, afirmou que o estopim foi o descumprimento de um acordo firmado com a Secretaria de Transportes. O combinado previa que a primeira parcela do 13º —já estava atrasada— seria paga junto da segunda parcela no dia 12 de dezembro.

Segundo Santos, o sindicato recebeu, por volta das 13h desta segunda-feira, um ofício das empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem data definida. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.

"Revolta grande", diz presidente do sindicato

A mudança repentina gerou indignação imediata. "A revolta dos trabalhadores por volta das 15h foi muito grande quando a diretoria comunicou que as empresas pediram mais prazo", afirmou Valdemir dos Santos.

O sindicato afirma que a categoria perdeu a confiança nas promessas das empresas, visto que o prazo do dia 12 já era uma renegociação de um atraso anterior. O trabalhador não aceitou. Eles falaram que não confiam mais, porque já pediram um prazo para uma data e agora pedem outro. Final de ano o trabalhador necessita dessa situação do 13º para passar o Natal com a família.”

Nunes promete ir à Justiça contra empresas

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que não aceitará a prorrogação solicitada pelas viações e classificou o pedido como inadmissível. Disse ainda que adotará medidas administrativas e judiciais para garantir o pagamento dos funcionários.

Nunes afirmou que a Prefeitura não aceitará a pressão dos empresários e que a responsabilidade pelo pagamento do 13º é das concessionárias. Ele desvincula a obrigação do pagamento de qualquer discussão relacionada ao quadriênio de concessão.

“Eu vou tomar todas as medidas administrativas e judiciais para garantir que você, trabalhador, tem o seu direito de receber o seu décimo terceiro”, garante Nunes.

Em reação à paralisação, o prefeito Ricardo Nunes registrou um boletim de ocorrência contra as empresas que aderiram à greve sem aviso-prévio, classificando a ação como uma grave violação à legislação.

O que dizem as empresas

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) afirma que as empresas operadoras associadas à entidade não estão poupando esforços para cumpri com as obrigações trabalhistas com os empregados do setor, inclusive solicitando mais prazo para o pagamento do 13º salário, conforme o que a legislação estabelece.

A entidade disse manter negociações com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte para concluir a revisão quadrienal dos contratos de concessão firmados com a municipalidade, recompondo o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, para se evitar qualquer movimento paredista dos trabalhadores do transporte coletivo, que cause prejuízos a população que depende desse serviço essencial e estratégico.

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