Uma falsa missionária foi presa acusada de levar recados e celulares para dentro de presídios e ajudar facções criminosas no Mato Grosso. Rhavenna Barcellos de Almeida foi presa depois de um trabalho de investigação que comprovou que ela era um elo entre os detentos e líderes do Comando Vermelho.
A moça, que dizia levar ensinamentos religiosos para os detentos, na verdade, estava a mando do crime organizado.
Uma denúncia anônima levou a polícia a iniciar a investigação que apurava a participação de uma família que usava um projeto religioso para entrar na Penitenciária do Estado do Mato Grosso e entregar celulares, carregadores e outros objetos ilícitos lideranças detidas em um presídio de segurança máxima. Os pais dela também foram alvos de buscas.
“Os criminosos são membros de Igreja Evangélica e atuavam adentrando em presídios com subterfugio de serem missionários e levarem a palavra para os detentos, só que ao invés disso eles tinham relações íntimas com líderes de facção criminosa do Mato Grosso e levavam recados e lavavam dinheiro para os integrantes da facção criminosa”, afirmou o delegado do Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas ao Brasil Urgente.
A polícia teve acesso a elementos importantes para comprovar a ligação da missionária com a prática criminosa. Em uma das imagens, a mulher aparece em uma chamada de vídeo com um conselheiro do crime, foragido, enquanto um homem dispara um fuzil em uma comunidade carioca.
Em outro vídeo, uma pessoa é ameaçada pelo tribunal do crime depois que a missionária mandou a facção agir depois de ter a casa furtada em Cuiabá, capital do Mato Grosso.
Nas redes sociais, a mulher gostava de ostentar armas e exibir ‘rolezinhos’ de moto pela Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
“Um alvo preso tinha relação íntima de afeto com um líder de facção criminosa, e os pais dela, que também foram alvos, são pastores de uma igreja evangélica e atuavam da mesma forma que ela, levando recados do crime organizado”, completou o delegado.
Os investigados vão responder pelos crimes de corrupção de menores, tortura, organização criminosa e lavagem de dinheiro, em razão do recebimento de valores e da dissimulação da origem dos recursos por meio da triangulação financeira.
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