Resumo
Prisão de Sérgio Nahas, empresário condenado pelo assassinato da esposa Fernanda Orfali em 2002, foi efetuada na Bahia após mais de 20 anos de batalhas judiciais e recursos, encerrando um dos casos mais emblemáticos da alta sociedade paulistana.
Sentença definitiva do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou pena de 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, após investigações contestarem a versão de suicídio apresentada por Nahas e apontarem motivação relacionada à partilha de bens e segredos conjugais, com depoimentos da família da vítima reforçando a acusação.
Caminho judicial prolongado incluiu prisão preventiva breve, julgamento apenas em 2018 com recurso posterior, inclusão do nome de Nahas na Difusão Vermelha da Interpol e, finalmente, confirmação do cumprimento da pena, trazendo alívio e sensação de justiça para a família Orfali.
Mais de 20 anos após um crime que chocou a alta sociedade paulistana, o caso Sérgio Nahas ganhou um desfecho definitivo nesta semana. O empresário, condenado pelo assassinato de sua esposa, a estilista Fernanda Orfali, foi preso na Bahia, encerrando uma longa batalha judicial marcada por recursos e controvérsias.
O Tribunal de Justiça de São Paulo já havia expedido o mandado de prisão definitiva, sem possibilidade de novos recursos, sentenciando Nahas a 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado.
O crime em Higienópolis
O crime ocorreu em 2002, no apartamento do casal localizado em Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo. Sérgio Nahas e Fernanda Orfali estavam casados há apenas seis meses.
A estilista foi encontrada morta no closet do quarto do casal, vítima de um tiro no peito. Na época, a versão apresentada por Nahas foi a de que a esposa teria cometido suicídio devido a um quadro de depressão. Ele alegou que tentou socorrê-la, mas não conseguiu evitar a morte.

Sérgio Nahas e Fernanda Orfali
Essa versão, no entanto, foi prontamente contestada pela família da vítima e pelas investigações posteriores. Familiares de Fernanda garantiam que ela não sofria de depressão.
Em depoimento relembrado em reportagens recentes, Júlio Orfali, irmão da vítima, relatou o desespero da mãe ao saber da notícia: "Ela gritava: 'ele matou minha filha'. Minha irmã nunca se suicidaria".
Motivação e reviravoltas judiciais
Durante o processo, a acusação sustentou que o empresário cometeu o crime para evitar a partilha de bens em uma eventual separação e para ocultar segredos pessoais que a esposa havia descoberto.
Segundo a tese apresentada, Nahas era usuário de drogas e mantinha relacionamentos extraconjugais, fatos que teriam gerado conflitos no casamento.
O caminho até a condenação final foi longo:
- 2002: Ocorrência do crime. Nahas ficou preso preventivamente por apenas dois meses e respondeu ao restante do processo em liberdade.
- 2018: O primeiro julgamento ocorreu apenas 16 anos após o fato. Na ocasião, ele foi condenado a 7 anos em regime semiaberto, mas recorreu da decisão.
- Decisão Final: Recentemente, a Justiça determinou o cumprimento da pena de 8 anos e 2 meses, desta vez em regime fechado, solicitando inclusive a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol para evitar fuga do país.
Para a família, a dor da perda foi amplificada pela impunidade que perdurou por décadas. "Uma bala matou 15 pessoas", desabafou o irmão da vítima sobre o impacto da tragédia na família Orfali.
Prisão confirmada na Bahia

Sérgio Nahas é preso na Bahia (Foto: Reprodução)
Após a expedição do mandado de prisão definitivo pela Justiça de São Paulo, Sérgio Nahas passou a ser considerado foragido.
Nahas foi preso por autoridades policiais na Bahia. O empresário deverá ser transferido para o sistema prisional de São Paulo, onde cumprirá a pena pelo homicídio de Fernanda Orfali.
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