
Trisal do litoral: viúva suspeita de participação em assassinato é solta pela Justiça
Reprodução/Brasil Urgente
Rafaela Costa da Silva, viúva de Igor Peretto, deixou a Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, após a Justiça decidir por sua soltura. A mulher era suspeita de participar do homicídio triplamente qualificado de seu marido, ocorrido em agosto do ano passado, em um apartamento em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
A decisão judicial que resultou na liberação de Rafaela conclui, em um documento de mais de 40 páginas, que as provas coletadas ao longo do processo não foram suficientes para incriminá-la diretamente. Segundo o entendimento da Justiça, Rafaela não estava no apartamento no momento do assassinato de Igor Peretto.
Apesar da soltura, a viúva ainda é investigada por possível favorecimento pessoal. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com recurso contra a decisão.
Os Outros Réus e a Trama
Além de Rafaela, o Ministério Público havia denunciado Marcely Peretto, irmã da vítima por parte de pai, e Mário Vitorino, cunhado de Igor. Os três foram acusados de homicídio triplamente qualificado, em um caso que a investigação sugere estar ligado a um triângulo amoroso e motivações financeiras, no qual Igor Peretto era visto como um obstáculo.
A Justiça de São Paulo determinou que Marcely e Mário, os outros réus do processo, devem ir a júri popular. De acordo com a investigação, o crime ocorreu após Igor descobrir a traição de Rafaela com Mário. O apartamento onde o assassinato ocorreu pertencia à irmã da vítima, Marcely.
Imagens de monitoramento do condomínio registraram que, pouco antes da tragédia, Rafaela e Marcely chegaram de uma festa onde os quatro estavam juntos; Rafaela desceu sozinha e foi embora em seguida. As câmeras também capturaram Igor e Mário entrando no prédio, discutindo no elevador.
O assassinato aconteceu pouco tempo depois, quando Mário desferiu 40 facadas em Igor. Em seguida, Mário fugiu do local com Marcely. Os dois foram flagrados deixando o condomínio no carro de Mário.
Tiago Peretto, irmão da vítima, expressou tristeza da família com a decisão de soltura de Rafaela, afirmando que a decisão não condiz com as provas apresentadas, como o fato de ela ter fugido com os assassinos e abrigado um deles. A família espera que o recurso do MP-SP seja aceito e que os três acusados sejam condenados.
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