
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (19) que a Casa “não tem compromisso em estar protegendo aquilo que não é correto” ao comentar a operação da Polícia Federal que mirou os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).
A declaração de Hugo Motta foi feita durante um café da manhã com jornalistas na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília.
“A Câmara dos Deputados não tem essa função, muito menos o presidente. Claro que quando a gente tem um colega que é alvo de qualquer ação do judiciário, seja qual for, nós não ficamos felizes com isso”, disse Motta.
Durante a conversa com jornalistas, o presidente da Câmara reforçou que recebeu uma ligação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informando sobre a operação.
“Não sei ainda a motivação da busca. Apenas recebi a ligação do delegado-geral da Polícia Federal, sempre acontece isso quando tem algo em relação a algum parlamentar, ele liga para avisar”, declarou Hugo Motta.
“Me parece que é uma investigação sobre questão de gabinete, não sei a fundo o que tem ou o que não tem. Por isso, eu não quero que fazer prejulgamento, vamos acompanhar e que, de certa forma, vamos colocar sempre a Câmara à disposição”, finalizou.
Sóstenes e Carlos Jordy são alvos da PF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a operação Galho Fraco, para aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
A reportagem do Grupo Bandeirantes apurou que entre os alvos da operação estão os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Os deputados teriam usado as cotas parlamentares para pagar empresas de fachada, como, por exemplo, locadoras de veículos.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra Sóstenes Cavalcante, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 400 mil na casa do parlamentar.
Conforme a Polícia Federal, os agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.
A ação é um desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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