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Câmeras corporais de PMs estavam desligadas em ação que matou médica no Rio

Equipamentos de gravação estavam sem bateria; agentes são afastados e corregedoria conduz investigação

Por Redação
REDAÇÃO

17/03/2026 • 21:19 • Atualizado em 18/03/2026 • 12:06

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que as câmeras corporais usadas pelos três policiais envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, na noite de domingo (15), em Cascadura, na zona norte da cidade, estavam descarregadas no momento da ocorrência.

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Em nota, a corporação afirmou que "todos os fatos seguem sob apuração integral da área correcional da Secretaria da Polícia Militar" e que não havia registros em vídeo da ação porque os equipamentos não tinham bateria.

O comunicado também ressaltou que existem "normas rígidas" que determinam que, ao perceber qualquer falha ou mau funcionamento das câmeras, os policiais devem regressar à unidade de origem para substituição dos aparelhos.

Sem as gravações de imagens e áudio, a apuração interna não contará com esse tipo de registro eletrônico da abordagem, recurso normalmente utilizado para reconstruir a dinâmica de ocorrências com participação de agentes de segurança.

Abordagem termina em disparos de fuzil

Andréa voltava da casa dos pais quando militares abordaram o veículo em que ela estava, em Cascadura, na zona norte do Rio, na noite de domingo. Segundo a PM, os agentes confundiram o carro da médica com um automóvel usado por criminosos que faziam roubos na região.

Durante a ação, a médica foi atingida por tiros de fuzil e não resistiu. Andréa era cirurgiã oncológica e especializada no tratamento da endometriose.

Policiais afastados e sepultamento

Os três policiais envolvidos na ocorrência seguem afastados dos serviços nas ruas enquanto a área correcional da corporação analisa as circunstâncias da abordagem e dos disparos que mataram a médica.

O corpo de Andréa Marins foi enterrado na tarde de terça-feira (17) no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, na zona portuária do Rio.

Repercussão do caso

Entidades de direitos humanos divulgaram manifestações públicas de repúdio à morte da médica por policiais militares durante a abordagem e acompanham os desdobramentos do caso.

A Polícia Militar reforçou que a investigação interna está em andamento, mas não detalhou prazos nem etapas da apuração sobre a conduta dos agentes e o uso dos equipamentos de gravação na ocorrência.

Da redação com Agência Brasil.