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Médica morre após ser baleada durante perseguição policial no Rio

Cirurgiã oncológica de 61 anos foi atingida durante troca de tiros após polícia confundir carro com veículo usado em crimes na Zona Norte do Rio

Por Redação
REDAÇÃO

16/03/2026 • 14:53 • Atualizado em 16/03/2026 • 14:53

Uma médica de 61 anos morreu após ser baleada durante uma perseguição policial na noite de domingo (15/03), no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como Andréia Marins Dias, cirurgiã oncológica com mais de 30 anos de atuação na área da saúde.

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Segundo informações da Polícia Militar, os agentes haviam recebido a denúncia de que um carro com características semelhantes ao da médica estaria sendo utilizado por criminosos para cometer roubos e furtos na região.

Durante patrulhamento, os policiais localizaram um veículo que correspondia à descrição informada. Ao se aproximarem, os agentes disseram que houve tentativa de abordagem, mas o carro seguiu em movimento, dando início a uma perseguição que terminou em troca de tiros.

Após a ação, Andréia foi encontrada dentro do próprio veículo, baleada. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Investigação foi aberta

A Polícia Militar informou que abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. Os policiais envolvidos na ação utilizavam câmeras corporais, e as imagens já foram recolhidas para análise.

As armas dos agentes também foram apreendidas para perícia.

O caso também passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital da Polícia Civil, que irá apurar a dinâmica da ocorrência e a responsabilidade pelos disparos.

Médica tinha carreira dedicada à saúde da mulher

Andréia Marins Dias era uma profissional reconhecida na área da oncologia e tinha mais de três décadas de experiência na medicina. Ela atuava principalmente no tratamento de câncer e na promoção da saúde da mulher.

Entre os temas que abordava com frequência estavam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.

De acordo com relatos de pessoas próximas, Andréia havia ido visitar os pais, ambos idosos, e estava deixando o local no momento em que a perseguição policial ocorreu.

Casos semelhantes reacendem debate sobre violência

A morte da médica reacende discussões sobre os riscos enfrentados por cidadãos em meio a operações policiais e episódios de violência urbana.

Situações em que veículos são confundidos com carros utilizados por criminosos já ocorreram em outras ocasiões, resultando em vítimas que não tinham qualquer relação com atividades criminosas.

O caso segue sob investigação, e autoridades ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre as circunstâncias da troca de tiros.