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Quaest: brasileiro apoia auxílio social, mas rejeita dependência permanente

Segundo Nunes, pesquisas revelam que a população brasileira não rejeita políticas de assistência social, mas impõe limites claros à sua duração e finalidade

Da redação
DA REDAÇÃO

21/12/2025 • 10:38 • Atualizado em 21/12/2025 • 10:38

Felipe Nunes, Ceo da Quaest

Felipe Nunes, Ceo da Quaest

Reprodução/Band

Resumo

A percepção do brasileiro sobre programas de transferência de renda como o Bolsa Família revela apoio condicionado ao mérito e à responsabilidade individual

Pesquisas indicam que a população não rejeita políticas de assistência social, mas defende critérios de temporariedade e foco na superação da pobreza

O estigma social vinculado aos programas inclui o temor de dependência do Estado e desestímulo ao trabalho

A percepção do brasileiro sobre programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, é marcada por apoio condicionado e forte senso de responsabilidade individual. A avaliação é do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, em entrevista ao programa Canal Livre, comandado por Fernando Mitre, Adriana Araújo, Rodolfo Schneider e Fernando Schüler.

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Segundo Nunes, pesquisas revelam que a população brasileira não rejeita políticas de assistência social, mas impõe limites claros à sua duração e finalidade. “O que o brasileiro diz neste estudo é que você só tem que ajudar quem merece”, afirmou. A ideia de mérito aparece associada à expectativa de que o beneficiário esteja empenhado em melhorar de vida e utilizar o auxílio como um instrumento temporário, e não como fonte permanente de renda.

O cientista político destacou ainda a existência de um estigma social em torno dos programas de transferência. Parte da população acredita que, quando o auxílio se torna contínuo, pode desestimular o trabalho e criar dependência do Estado. “Existe hoje no Brasil a percepção de que sustentar a renda baixa apenas com programa social pode gerar pessoas que não querem trabalhar”, explicou.

Apesar disso, Nunes ressalta que o apoio aos programas permanece majoritário, desde que eles funcionem como uma “ponte” para a autonomia financeira. A ideia de eternização do benefício é amplamente rejeitada. “As políticas são importantes, desde que não virem uma alternativa definitiva na vida das pessoas”, resumiu.

As conclusões fazem parte do livro “Brasil no Espelho”, escrito por Felipe Nunes, no qual o autor analisam como valores, expectativas e percepções da sociedade brasileira influenciam o debate público e as políticas sociais no país.

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