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Carlos Bolsonaro critica transferência do pai para a Papudinha: "Maldade"

A mudança ocorreu nesta quinta-feira (15), quando Bolsonaro deixou as instalações da Polícia Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 18:35 • Atualizado em 15/01/2026 • 18:35

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

REUTERS

Resumo

Transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, motivou críticas públicas do vereador Carlos Bolsonaro, que classificou a decisão como perseguição política e maldade.

Contestações de Carlos Bolsonaro às condenações, que somam 27 anos de prisão, destacaram a ausência do pai nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e negaram envolvimento direto ou liderança em organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Preocupações de Carlos Bolsonaro sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro, listando diversas doenças e comorbidades, foram usadas para argumentar que o regime prisional mais severo agravaria a condição clínica do ex-presidente, além de considerar o caso um marco simbólico de confronto institucional no país.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, em Brasília. A mudança ocorreu nesta quinta-feira (15), quando Bolsonaro deixou as instalações da Polícia Federal.

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Em uma publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que Moraes teria cometido “maldade” ao autorizar a transferência e classificou a decisão como uma perseguição política. Segundo ele, o pai jamais teria descumprido a Constituição e estaria sendo tratado de forma mais rigorosa do que aliados do Partido dos Trabalhadores que, de acordo com o vereador, teriam praticado atos mais graves sem sofrer punições.

No comentário, Carlos Bolsonaro também contestou as condenações impostas ao ex-presidente, que somam 27 anos de prisão. Ele rebateu as acusações de destruição de patrimônio público e tombado, argumentando que Jair Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram os ataques às sedes dos Três Poderes, e que, portanto, não teria participado diretamente dos atos. O vereador também questionou as condenações por organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, alegando ausência de liderança e de atos executórios por parte do ex-presidente.

Além das críticas jurídicas, Carlos Bolsonaro destacou o estado de saúde do pai, listando uma série de doenças e comorbidades que, segundo ele, estariam comprovadas por laudos médicos. Entre elas, refluxo gastroesofágico, hipertensão, doença cardíaca, apneia do sono, labirintite agravada e histórico de câncer de pele. Para o vereador, a transferência para um presídio com regime mais severo agravaria a situação clínica de Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Carlos, o caso ultrapassa o cumprimento de uma decisão judicial e representa um “marco simbólico de confronto institucional”, com impactos que, segundo ele, atingem o próprio conceito de justiça e Estado de Direito no país. O STF e o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre as declarações.