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Casal ligado ao PCC é preso com arsenal de guerra em Santos

Polícia Civil apreendeu fuzis, granadas e drogas em operação da Delegacia Antidrogas da Baixada Santista

Por Redação
REDAÇÃO

11/10/2025 • 15:28 • Atualizado em 11/10/2025 • 15:28

Arsenal de casal ligado ao PCC

Arsenal de casal ligado ao PCC

Polícia Civil de São Paulo

Um casal ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) com um arsenal de guerra no bairro Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), que investigavam o tráfico de drogas e o armazenamento de armamentos usados por uma célula da facção criminosa na Baixada Santista.

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As equipes vinham monitorando a região há semanas para identificar o fluxo de entorpecentes e interceptar carregamentos do tráfico — desde os depósitos até os pontos de venda. Durante as investigações, os policiais descobriram que os criminosos utilizavam apartamentos vazios como entrepostos, locais intermediários onde a droga era armazenada antes da distribuição.

Com base nas informações coletadas, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão. No primeiro endereço, os agentes localizaram um homem de 46 anos, conhecido no meio do crime como “Patriconha”, apontado como responsável pelo abastecimento e pela guarda de drogas da facção. No local, foram encontradas porções de cocaína e crack, anotações do tráfico e dinheiro em espécie.

Durante as diligências, os policiais chegaram a um segundo apartamento, que estava sob responsabilidade de uma mulher de 44 anos, apontada como amante de Patriconha. Lá, a equipe encontrou o que classificou como “um verdadeiro arsenal de guerra”: dois fuzis, uma espingarda, três pistolas, um revólver, granadas, carregadores, além de dois tijolos de maconha e meio tijolo de crack.

Segundo o delegado responsável pela operação, as granadas estavam ativas, o que obrigou a convocação de especialistas do Grupo Especial de Reação (GER) para a remoção segura dos explosivos. “Era um material de alto poder destrutivo, pronto para uso. As granadas estavam operacionais e poderiam causar uma tragédia se acionadas”, explicou o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o armamento pertencia a uma célula restrita do PCC. Patriconha seria o responsável pelo paiol da organização na Baixada Santista — o local onde o grupo armazenava armas e explosivos usados em ações criminosas.

“Estamos falando de um criminoso graduado dentro da estrutura da facção. Ele era um dos responsáveis por gerenciar o armamento e a logística de distribuição”, afirmou um dos delegados da Dise.

A suspeita é de que o arsenal seria utilizado em ataques planejados contra transportadoras de valores ou joalherias na região. “A investigação segue para identificar outros envolvidos e evitar novas ações da facção”, completou o delegado.

O casal foi autuado por tráfico de drogas e porte de arma de uso restrito. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Entorpecentes de Santos, e as armas apreendidas foram encaminhadas para perícia.

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