Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
10horas
:
37min
:
20seg
Brasil

Caso Gisele: o que se sabe até agora sobre morte de PM com tiro na cabeça

Geraldo Leite Rosa, preso nesta manhã, foi indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana

3 min

18/03/2026 10:24 • Atualizado há 219 dias

Caso Gisele: o que se sabe até agora sobre morte de PM com tiro na cabeça

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele será levado ao 8º Distrito Policial, na Zona Leste da capital paulista.

Continua depois da publicidade

Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Veja o que se sabe até agora sobre o caso

Em 18 de fevereiro, há um mês, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça, no apartamento em que morava com o companheiro, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central da capital paulista.

Às 7h28, uma testemunha vizinha ouviu um disparo. O tenente-coronel, que estava no local da ocorrência, acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) às 7h57.

Continua depois da publicidade

Ele reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

Geraldo disse à polícia que estava no banho no momento do disparo. No entanto, socorristas que chegaram ao local informaram que ele estava seco e que não havia sinais de água no banheiro.

Os socorristas tiraram ainda uma foto da vítima com a arma na mão. O advogado da família de Gisele, José Miguel Silva Junior, explicou que tal posição - a arma bem encaixada na mão - é incomum em casos de suicídio.

Continua depois da publicidade

O crime

Na manhã da ocorrência, o tenente-coronel fez contato com o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que chegou a subir ao apartamento do casal.

No mesmo dia, no final da tarde, três mulheres policiais foram ao apartamento para fazer uma limpeza, o que foi confirmado em depoimentos à Polícia Civil, informou Silva Junior à Agência Brasil.

Em 19 de fevereiro, o primeiro laudo necroscópico já mencionava lesões na face e no pescoço, na lateral direita da soldado. As lesões foram resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

Continua depois da publicidade

No dia 6 de março, o corpo da policial foi exumado para realização de novos exames. No dia seguinte, segundo laudo necroscópico confirmou lesões contundentes na face e na região cervical.

Nessa terça-feira (17), um mandado de prisão preventiva contra Geraldo foi concedido pela Justiça Militar. A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual.

Na manhã de hoje (18), Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele foi levado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital paulista, onde o caso estava sendo investigado. De lá, deve seguir para o Presídio Militar Romão Gomes, onde ficará à disposição da Justiça.

Caso Gisele: o que se sabe até agora sobre morte de PM com tiro na cabeça