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Caso Gisele: coronel da PM é indiciado por feminicídio e fraude processual

Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal no corpo de Gisele apontaram lesões contundentes na face e na região cervical

da redação com agência brasil
DA REDAÇÃO COM AGÊNCIA BRASIL

18/03/2026 • 09:32 • Atualizado em 18/03/2026 • 09:32

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

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Geraldo Leite Rosa Neto foi prbeso na manhã desta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele será levado ao 8º Distrito Policial, na Zona Leste da capital paulista.

Em 18 de fevereiro, Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele apontaram lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

O último laudo tem data de 7 de março, um dia depois da exumação do corpo da vítima. No entanto, no laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, dia seguinte à morte da policial, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita.

Outros indícios

Em depoimento, uma testemunha vizinha disse que ouviu um disparo às 7h28 daquele dia. O tenente-coronel acionou o Copom às 7h57. O advogado chama atenção para o intervalo de quase meia hora para que Geraldo pedisse socorro.

O advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, mencionou a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em seus depoimentos.