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Caso Gisele: prisão de tenente-coronel não teve resistência, diz SSP

Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de SP

Da redação
DA REDAÇÃO

18/03/2026 • 09:53 • Atualizado em 18/03/2026 • 09:53

O secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública, coronel Henguel, falou com exclusividade ao Bora Brasil sobre a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

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Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele será levado ao 8º Distrito Policial, na Zona Leste da capital paulista.

“O nosso trabalho de investigação vem trabalhando em cima, aguardando também tecnicamente os laudos que saíram essa semana e subsidiou, então, para a decretação de prisão do tenente-coronel”, disse coronel Henguel ao Bora Brasil. Segundo ele, dois pedidos de prisão foram feitos: Justiça comum e Justiça Militar.

“A gente já estava na expectativa que isso ia acontecer, então as equipes já estavam pela região acompanhando, aguardando toda a movimentação (...). Às 6h, equipes da Corregedoria e da Polícia Civil se deslocaram para a residência dele e efetuaram a prisão. A prisão não teve resistência, foi feita dentro da legalidade e agora ele está sendo conduzido para a Corredoria, ttomar ciência, fazer o aceite da prisão, juntamente com a Polícia Civil que também que está acompanhando. Eles vão para o 8º DP”, destacou o secretário-executivo de Segurança.

Na entrevista, o coronel Henguel afirmou que esse caso em específico chocou muito e que tanto ele quanto o secretário de Segurança, Oswaldo Nico Gonçalves, tinham orientação do governo de São Paulo para colocar toda a atenção nesse caso.

“Todo crime que se envolve algum componente da corporação é muito ruim. Em especial, neste caso, chocou muito, a gente estava muito aflito, Tanto eu quanto o Nico já tínhamos orientação do governador Tarcísio para colocar todas as equipes em atenção para que isso realmente se esclareça e faça Justiça”, declarou Henguel.

“Esse caso em si, um crime bárbaro, que chocou a todos, a gente quer o mais rápido possível esclarecer”.

Prisão do tenente-coronel

A polícia de São Paulo prendeu em São José dos Campos, no interior paulista, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, suspeito de matar a policial militar Gisele Alves. A informação foi confirmada pela Rádio Bandeirantes.

O mandado de prisão foi solicitado pela polícia nesta terça-feira (17) e cumprido nesta quarta-feira, por equipe da Corregedoria da Polícia Militar, com acompanhamento por equipe do 8º Distrito Policial.

Ele foi conduzido para a capital paulista, onde deverá ser interrogado e formalmente indiciado no inquérito policial. Posteriormente, deverá passar por exames de corpo de delito, e seguirá à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.

No curso das investigações, foram identificadas divergências relevantes entre as declarações prestadas pelo investigado, especialmente no que se refere ao relacionamento do casal e aos fatos que teriam motivado o suposto suicídio da vítima.

Também foram constatadas inconsistências significativas quanto à conduta do tenente-coronel após o disparo da arma, até a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade de sua versão.

As provas periciais e médico-legais, analisadas pela Polícia Técnico-Científica, indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de apontarem indícios de alteração do local do crime. Outros detalhes não serão divulgados neste momento, em razão de o procedimento tramitar sob segredo de justiça.

Tenente-coronel indiciado por feminicídio e fraude processual

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Em 18 de fevereiro, Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele apontaram lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

O último laudo tem data de 7 de março, um dia depois da exumação do corpo da vítima. No entanto, no laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, dia seguinte à morte da policial, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita.