
Vinicius Gritzbach
Band TV
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa dois pedidos de liberdade de investigados em apurações relacionadas à morte de Vinicius Gritzbach, delator morto pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
São apelos apresentados na esteira de uma decisão do ministro Gilmar Mendes tomada em março. Na ocasião, o decano do Supremo concedeu um habeas corpus para revogar a prisão preventiva de Fábio Baena Martin, delegado citado por Gritzbach em delação premiada relacionada a supostas ligações de policiais com o PCC.
Após a decisão, outros investigados tentaram obter o mesmo benefício com base no chamado “efeito extensivo” do habeas corpus. São eles:
“Bombom”
Um dos recursos analisados é o do investigador Marcelo Marques de Souza, conhecido como “Bombom”. Segundo a investigação, ele teria arrecadado propinas ligadas a bingos clandestinos, casas de prostituição e outros estabelecimentos ilegais. A Polícia Civil apreendeu mais de R$ 600 mil em dinheiro vivo na casa do policial, além de planilhas com registros de supostas cobranças ilícitas.
O Ministério Público também o acusa de lavagem de dinheiro por meio de terceiros e empresas usadas para custear viagens internacionais e despesas de luxo incompatíveis com sua renda de servidor público.
“Rogerinho”
Outro pedido em julgamento é o do policial civil Rogério de Almeida Felício. Conforme a investigação, ele teria tentado interferir nas apurações, destruir provas e utilizar a estrutura policial para cobrar dívidas relacionadas a atividades ilícitas atribuídas ao PCC.
A denúncia aponta ainda que Rogério e a mulher dele teriam usado uma empresa de fachada para ocultar dinheiro proveniente de crimes como corrupção, tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, a empresa movimentou cerca de R$ 783 mil em 2021.
Relator, Gilmar Mendes votou para negar a concessão de liberdade para os dois policiais.
O julgamento acontece no plenário virtual, com previsão de encerrado na próxima sexta-feira (15). Os demais ministros integrantes da 2ª Turma do STF ainda não se manifestaram.
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