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Caso Master: quem são os ministros do STF que definirão prisão de Vorcaro

Com desfalque de Dias Toffoli, quatro ministros decidem futuro do pivô do caso Banco Master em plenário virtual

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/03/2026 • 12:27 • Atualizado em 12/03/2026 • 12:33

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixa CDP de Guarulhos

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta sexta-feira (13), o julgamento que definirá se mantém a prisão de Daniel Vorcaro. O empresário é apontado como o pivô do escândalo envolvendo o Banco Master. A votação ocorre em ambiente virtual e terá a análise de quatro magistrados sobre a decisão do relator, André Mendonça.

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O colegiado terá uma composição reduzida para este caso específico. O ministro Dias Toffoli declarou suspeição na noite desta quarta-feira (11) e não participará da votação. Com a ausência de Toffoli, o julgamento segue com Gilmar Mendes, presidente da turma, o relator André Mendonça, e os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.

Possibilidade de empate favorece investigado

A ausência de um quinto integrante altera a dinâmica matemática do julgamento. Com apenas quatro votos, existe a possibilidade real de um empate em dois a dois. De acordo com o Regimento Interno do Supremo, em casos de empate em matéria penal, prevalece a decisão mais favorável ao réu, o que resultaria na libertação de Vorcaro.

A saída de Toffoli do processo ocorreu após pressões relacionadas a revelações sobre suas ligações com o grupo de Vorcaro. Anteriormente, o magistrado já havia deixado a relatoria das investigações, que foi redistribuída para André Mendonça por sorteio.

Suspeição e relações comerciais

O recuo de Dias Toffoli aconteceu após a divulgação de que um fundo gerido por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também detido na operação, adquiriu participação em um resort pertencente ao ministro e seus irmãos. O empreendimento tornou-se o centro das atenções sobre possíveis conflitos de interesse.

O julgamento virtual permite que os ministros lancem seus votos no sistema eletrônico da Corte. Caso não haja pedido de vista ou destaque para o plenário físico, o resultado deve ser consolidado até o fim do período de deliberação da turma, definindo o futuro jurídico do pivô do Caso Master.