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CCJ da Alerj avalia decisão que determinou prisão de Bacellar nesta sexta

Convocação da sessão extraordinária, marcada para as 15h, foi assinada por Guilherme Delaroli (PL), presidente em exercício

ESTADÃO CONTEÚDO

05/12/2025 • 11:27 • Atualizado em 05/12/2025 • 11:33

Rodrigo Bacellar

Rodrigo Bacellar

Divulgação/Alerj

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio avalia, na tarde desta sexta-feira (5), a decisão que determinou a prisão de Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Casa.

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A convocação da sessão extraordinária, marcada para as 15h, foi assinada por Guilherme Delaroli (PL), presidente em exercício, e publicada em edição extra do Diário Oficial do Legislativo na quinta (4).

Bacellar foi preso nesta quarta-feira suspeito de vazar informações da Operação Zargun, que ocorreu em setembro e prendeu o então parlamentar TH Joias. O Estadão tenta contato com a defesa de Bacellar.

No dia da prisão, a PF encontrou R$ 90 mil em dinheiro vivo no carro do deputado. A investigação aponta que o presidente da Alerj tinha como objetivo a manutenção de vínculos com o Comando Vermelho em busca dos "milhões de votos" das regiões dominadas pela facção.

A PF cumpriu um mandado de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, além de um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

TH Joias foi preso em 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Zargun. Ele é acusado de negociar armas, fuzis e equipamentos antidrones para o Comando Vermelho e de usar o mandato para favorecer a facção.

Para o ministro do STF Alexandre de Moraes, Bacellar tinha conhecimento prévio da Operação Zargun e teria orientado TH Joias a retirar do imóvel possíveis provas que seriam apreendidas.

A PF destaca ainda o envio, por TH Joias, de fotos das câmeras internas de segurança mostrando os agentes da PF dentro da residência no momento da operação. As imagens foram encaminhadas diretamente a Bacellar às 6h03 da manhã. Para Moraes, o registro comprova que o presidente da Alerj não só tinha ciência antecipada da ação, como acompanhava a operação em tempo real, em contato direto com o alvo.

Moraes enquadrou o caso como crime permanente ligado à organização criminosa, o que permite a prisão de parlamentar mesmo sob imunidade. O ministro acolheu integralmente os argumentos da PF e da PGR de que medidas alternativas seriam insuficientes, e de que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir a continuidade dos crimes.