
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (25), o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) em Brasília. A iniciativa tem como objetivo central intensificar o enfrentamento à violência contra a mulher por meio da integração de bases de dados estratégicas e do apoio a ações operacionais para a prisão de agressores.
Com um investimento de R$ 28 milhões, o CIMS busca solucionar problemas históricos da segurança pública, como a fragmentação de informações e a falta de diálogo entre diferentes sistemas. A estrutura funciona como um núcleo nacional de inteligência, sendo responsável por reunir, analisar e compartilhar dados que fundamentem políticas públicas e decisões táticas.
Inteligência e Monitoramento Nacional
A criação do centro é parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso firmado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, destaca que o combate ao crime exige o uso de tecnologia e a transformação da proteção feminina em uma pauta de Estado.
O CIMS operará de forma integrada a uma rede composta por 27 salas de situação espalhadas por todos os estados brasileiros. O monitoramento será contínuo, utilizando informações de:
- Registros de ocorrência policial;
- Monitoramento eletrônico de agressores;
- Denúncias recebidas pelos canais Ligue 180 e 190.
Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, essa estrutura qualifica a resposta do sistema de justiça e amplia a confiança das vítimas para a realização de denúncias.
Tecnologia de proteção individual
Complementando as ações de inteligência, o governo prevê para este primeiro semestre o início do programa Alerta Mulher Segura. O projeto, que conta com aporte de R$ 25 milhões, distribuirá relógios de monitoramento para cerca de cinco mil mulheres sob medidas protetivas de urgência.
O dispositivo funciona sem a necessidade de conexão com a internet e emite um alerta em tempo real caso o agressor, que utiliza tornozeleira eletrônica, viole a distância mínima permitida. O sistema aciona automaticamente as autoridades de segurança para uma resposta imediata.
Com informações da Agência Brasil
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