Band Jornalismo

Centro vai integrar dados para o combater à violência contra mulheres

Unidade recebeu investimento de R$ 28 milhões para integrar dados de inteligência e monitorar agressores em tempo real em todo o país

Da redação
DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 17:33 • Atualizado em 25/03/2026 • 17:42

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (25), o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) em Brasília. A iniciativa tem como objetivo central intensificar o enfrentamento à violência contra a mulher por meio da integração de bases de dados estratégicas e do apoio a ações operacionais para a prisão de agressores.

Compartilhar

Com um investimento de R$ 28 milhões, o CIMS busca solucionar problemas históricos da segurança pública, como a fragmentação de informações e a falta de diálogo entre diferentes sistemas. A estrutura funciona como um núcleo nacional de inteligência, sendo responsável por reunir, analisar e compartilhar dados que fundamentem políticas públicas e decisões táticas.

Inteligência e Monitoramento Nacional

A criação do centro é parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso firmado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, destaca que o combate ao crime exige o uso de tecnologia e a transformação da proteção feminina em uma pauta de Estado.

O CIMS operará de forma integrada a uma rede composta por 27 salas de situação espalhadas por todos os estados brasileiros. O monitoramento será contínuo, utilizando informações de:

  • Registros de ocorrência policial;
  • Monitoramento eletrônico de agressores;
  • Denúncias recebidas pelos canais Ligue 180 e 190.

Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, essa estrutura qualifica a resposta do sistema de justiça e amplia a confiança das vítimas para a realização de denúncias.

Tecnologia de proteção individual

Complementando as ações de inteligência, o governo prevê para este primeiro semestre o início do programa Alerta Mulher Segura. O projeto, que conta com aporte de R$ 25 milhões, distribuirá relógios de monitoramento para cerca de cinco mil mulheres sob medidas protetivas de urgência.

O dispositivo funciona sem a necessidade de conexão com a internet e emite um alerta em tempo real caso o agressor, que utiliza tornozeleira eletrônica, viole a distância mínima permitida. O sistema aciona automaticamente as autoridades de segurança para uma resposta imediata.

Com informações da Agência Brasil