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Cessar-fogo em Gaza provoca mais 24 mortos

Por Redação
REDAÇÃO

04/02/2026 • 16:30 • Atualizado em 04/02/2026 • 16:30

Moises Rabinovici
Gaza

Gaza

Reuters

O cessar-fogo em Gaza provocou mais 24 mortes de palestinos, depois que um oficial israelense foi gravemente ferido por disparos atribuídos ao Hamas.

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Entre os mortos desta quarta-feira estão uma criança de cinco meses e um paramédico da Cruz Vermelha.

No cessar-fogo da guerra do Líbano, em 1984, a aviação israelense não parava de atacar a OLP em Beirute. O então presidente dos EUA, Ronald Reagan, ligou para o primeiro-ministro Menachem Beguin, em Israel, e lhe disse uma palavra, antes de desligar: “Shalom” (Paz).

Então, repicaram os sinos das igrejas libanesas no silêncio das bombas. E o cessar-fogo se tornou definitivo.

Os ataques da retaliação violenta israelense atingiram a Cidade de Gaza e dois de seus subúrbios, Tuffah e Zeitoun. Mais de 550 palestinos morreram em quatro meses de cessar-fogo. Da parte de Israel, três soldados. Até agora, o recorde de violência na trégua foi o sábado passado, com 32 mortos palestinos.

Um alvo em particular desta quarta-feira foi o comandante de um pelotão do Hamas, Bilal Abu Assi, que liderou um dos grupos que atacaram Israel em 7 de outubro de 2023, matando 1.200 pessoas e sequestrando 251 reféns. Por ele, o porta-voz israelense lamentou “qualquer dano causado a inocentes civis”.

Fontes palestinas, porém, informaram que Bilal Abu Assi já estava morto desde julho de 2025, quando de um ataque aéreo a um campo de refugiados. Comparadas as fotos, um impasse: os dois parecem ser uma só pessoa. Israel disse que vai investigar para desvendar o mistério.

Hamas e Israel alegam “violação flagrante” do cessar-fogo. “Terroristas atacaram as tropas israelenses que conduziam uma operação de rotina ao norte de Gaza, dentro da Linha Amarela”, que demarca a separação de forças, segundo Israel.

Segundo o Hamas, a descrição do tiroteio feita pelo porta-voz militar israelense “não é nada mais que um pretexto frágil para justificar a continuidade dos assassinatos e da agressão contra o nosso povo”. E concluiu: “É uma sabotagem deliberada dos esforços para consolidar o cessar-fogo”.

O cessar-fogo foi rompido 48 horas depois de iniciada a sua segunda fase, com a abertura da passagem de Rafá, a fronteira de Gaza com o Egito. Pela primeira vez em um ano, os 18.500 palestinos doentes e feridos estão sendo transferidos, a conta-gotas, para hospitais egípcios, e quem fugiu da guerra pode voltar agora para reencontrar suas famílias.

Na terça-feira, 40 pacientes e acompanhantes puderam partir – quando, na segunda-feira, o primeiro dia, apenas cinco partiram. Os 12 que retornaram a Gaza subiram, ontem, para 40. O pequeno número de saídas e entradas se deve, segundo Israel, à burocracia da Organização Mundial da Saúde.

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