
Irã e EUA
Dado Ruvic/Reuters
O dia é marcado por um cenário de tensão no Oriente Médio. Pelo terceiro dia consecutivo, os Estados Unidos bombardearam o Irã, que respondeu com ataques de mísseis. A ofensiva iraniana atingiu dois navios dos Emirados Árabes no estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo mundial.
O conflito tem como ponto central o desejo do Irã de controlar a passagem no estreito, cobrando taxas de embarcações. No entanto, por se tratarem de águas internacionais, a condição não é aceita pelos Estados Unidos e pelos países do Golfo.
Além das divergências sobre o programa nuclear iraniano, a disputa pela navegação na região é considerada um ponto nevrálgico que trava as negociações de um cessar-fogo.
Após os ataques aos navios, a Casa Branca determinou a retaliação. O presidente Donald Trump anunciou o reinício do bloqueio dos Estados Unidos a navios iranianos no Golfo. O chefe do Executivo afirmou que o estreito continuará aberto com ou sem o Irã, e declarou que Washington cobrará uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas para reembolsar os serviços de segurança prestados pelo país.
Em resposta, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, assegurou que Teerã será a guardiã do estreito de Ormuz permanentemente. Ironizando o presidente americano, o chanceler afirmou que concorda com a cobrança de pedágios para quem assegurar a navegação livre, mas ressaltou que o Irã faria um serviço mais barato, alegando que a taxa de 20% proposta por Washington é muito alta.
Lula critica postura americana
A repercussão internacional chegou ao Brasil. Em visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a situação e comparou a cobrança de pedágio anunciada por Donald Trump a uma prática de pirataria.
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