
Trump ameaça Irã e afirma que pode tomar todo o país em uma única noite
Reprodução: EFE/EPA/Yuri Gripas
O Centro Conjunto de Informações Marítimas dos Estados Unidos (JMIC, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (13) a imposição de um bloqueio naval a todos os portos e áreas costeiras do Irã, medida que começará a ser aplicada a partir desta terça, às 17h (horário de Brasília).
De acordo com o órgão, a decisão segue o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comunicou o bloqueio em pronunciamento oficial.
A área abrangida inclui toda a costa iraniana, com portos comerciais e terminais de petróleo, e alcança regiões estratégicas do Golfo de Omã, do Mar Arábico e do Estreito de Ormuz.
O comunicado informa que embarcações de países terceiros continuarão podendo atravessar o Estreito de Ormuz com destino a nações que não o Irã, mas ressalta que esses navios poderão ser abordados e inspecionados para verificar se transportam cargas proibidas ou se pretendem violar o bloqueio.
Operação define regras para navios neutros
O JMIC determinou que todas as embarcações neutras deixem a área sujeita ao bloqueio até o início da operação, previsto para as 17h (horário de Brasília) desta terça-feira.
A partir desse horário, qualquer navio suspeito de entrar ou sair da zona bloqueada sem autorização poderá ser interceptado, desviado de rota e apreendido pelas forças navais dos Estados Unidos.
O órgão alerta ainda que embarcações que se recusarem a cumprir as determinações poderão ser obrigadas a obedecer com o uso da força, caso necessário.
Remessas humanitárias continuam liberadas
Segundo o comunicado, remessas de ajuda humanitária, como alimentos, medicamentos e outros bens essenciais à população civil iraniana, continuarão autorizadas.
Esses carregamentos, no entanto, precisarão passar por inspeção prévia para garantir que não transportam itens considerados proibidos no âmbito do bloqueio naval.
Impacto na região e nas rotas marítimas
O bloqueio reforça a pressão de Washington sobre Teerã e tende a aumentar a tensão em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde escoa parte significativa do petróleo global.
A região do Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã, concentra intenso tráfego de petroleiros, e qualquer alteração nas regras de navegação costuma ser acompanhada de perto por governos e mercados internacionais.
Com informações do Estadão Conteúdo
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