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Situação de Ormuz é incerta após novos ataques e ameaças de EUA e Irã

Informações conflitantes são divulgadas após registro de diversos ataques dos dois países

Da redação
DA REDAÇÃO

12/07/2026 • 11:50 • Atualizado em 12/07/2026 • 16:31

Projétil é disparado na terceira rodada de ataques dos EUA contra o Irã

Projétil é disparado na terceira rodada de ataques dos EUA contra o Irã

Central Command/Handout via REUTERS

O Estreito de Ormuz, uma vias mais importantes para a economia global, continua no centro das disputas entre Irã e Estados Unidos. Dessa vez, no entanto, a disputa é de narrativas, já que os dois países emitiram comunicados contraditórios, neste domingo (12), sobre a segurança e a abertura da via navegável.

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De um lado, o governo de Teerã afirma, segundo uma agência de notícia local, que a navegação está suspensa por tempo indeterminado. Ao mesmo tempo, Washington garante que a passagem permanece aberta e sob vigilância, como afirmou a Central de Comando dos Estados Unidos em sua página nas redes sociais.

As informações desencontradas acontecem após uma intensificação dos ataques por parte dos dois países. Forças americanas utilizaram caças, drones e navios para atingir 140 alvos militares em solo iraniano, incluindo locais de lançamento de mísseis, depósitos de munição e centros de vigilância.

Esta foi a terceira ofensiva de Washington em uma semana, totalizando mais de 300 alvos atingidos. Os EUA justificam as ações como uma resposta necessária ao ataque iraniano contra o navio comercial GFS Galaxy, de bandeira cipriota, que deixou um tripulante desaparecido e a embarcação em chamas no Estreito de Ormuz.

A resposta do Irã não demorou e foi descrita por agências iranianas de notícias como uma "operação de retaliação pesada". A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) lançou uma ondas de mísseis balísticos e drones contra diversas instalações militares dos EUA na Ásia Ocidental, como em Omã, Catar, Jordânia, Kuwait e Bahrein.

Um dos principais negociadores do Irã no conflito com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou neste domingo (12) que a "era dos acordos unilaterais acabou". Nas redes sociais, Ghalibaf alertou a gestão Donald Trump para cumprir acordo diplomáticos, declarando que "a realidade está batendo à porta".

Disputa de versões

Após os recentes ataque, a Autoridade Marítima do Golfo Pérsico anunciou oficialmente que o trânsito pelo Estreito de Ormuz está temporariamente indisponível devido a "atividades ilegais das forças navais dos EUA na área". O governo iraniano declarou que nenhuma embarcação terá permissão para cruzar o estreito.

Já o Comando Central dos EUA (CENTCOM) desmentiu as alegações de bloqueio. Em nota oficial, as forças americanas declararam que o Estreito de Ormuz permanece aberto para todos os navios que buscam transitar legalmente e que o tráfego continua a fluir normalmente. O comando enfatizou que o Irã não controla o estreito.

Ameaças a Trump

Em meio à tensão crescente entre EUA e Irã, o presidente norte-americano afirmou, no sábado (11), que o Irã será “dizimado e destruído" caso tente matá-lo. A ameça acontece após a inteligência israelense alertar o presidente dos Estados Unidos sobre um possível plano com essa finalidade.

Mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem disparados imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, proferida em diversos cantos do mundo, de assassinar ou tentar assassinar o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU! --Donald Trump

Já o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado divulgado no X (antigo Twitter), também neste sábado, que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência da nação e será concretizada.