
Trump durante encontro de líderes da OTAN
Umit Bektas/Retuers
Donald Trump usou suas redes sociais na madrugada deste sábado (11) para fazer uma ameaça contundente contra o governo iraniano. Segundo ele, o país será “dizimado e destruído" caso tente matá-lo. A ameça acontece após a inteligência israelense alertar o presidente dos Estados Unidos sobre um possível plano com essa finalidade.
Mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem disparados imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, proferida em diversos cantos do mundo, de assassinar ou tentar assassinar o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU! --Donald Trump
A inteligência israelense detalhou que a nova conspiração é recente, embora os EUA já monitorem um fluxo constante de ameaças contra o presidente. O suposto plano de retaliação iraniano é visto como uma resposta ao ataque de 2020, ordenado por Trump, que matou o general Qasem Soleimani.
Trump, que se descreveu como o "alvo número um" na lista de assassinatos do regime, afirmou publicamente que é necessário "remover o câncer logo no início" para garantir a segurança da liderança americana. Durante funerais recentes do ex-líder supremo Ali Khamenei, multidões iranianas reforçaram os pedidos pela morte de Trump.
A tensão militar já se reflete nas operações de campo. No porta-aviões USS Abraham Lincoln, caças foram armados e pilotos realizaram treinamentos para ataques imediatos. Alvos estratégicos, como a Ilha de Kharg --responsável por quase todo o fornecimento de petróleo do Irã--, já foram alvo de bombardeios em março e seguem sob vigilância.
As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e aptas, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, a dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã. --Donald Trump
Fim do cessar-fogo
Donald Trump anunciou nesta semana que encerrou o cessar-fogo com o Irã --os dois países estão em guerra desde o final de fevereiro. Apesar disso, autoridades americanas indicam que esforços diplomáticos de bastidores ainda buscam evitar um conflito em larga escala antes de agosto.
Paralelamente, membros da inteligência dos EUA mantêm cautela, avaliando se o relato de Israel busca influenciar Trump a tomar ações militares mais drásticas contra Teerã. Apesar de terem iniciado os bombardeios na região juntos, EUA e Israel têm discordâncias quando ao fim do conflito.
Por um lado, a gestão Trump tem pressa em encerrar a guerra, principalmente por pressão interna, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu tenha mais interesse em manter o conflito tanto com o Irã quando com o grupo terrorista Hezbollah, baseado no Líbano. Ambos são críticos à existência de Israel e a sua política no território palestino.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

