O comando militar da Venezuela manifestou-se oficialmente, neste domingo (4) contra a prisão de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrida durante uma operação das forças armadas dos Estados Unidos. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o país exigiu a libertação imediata do casal, que foi capturado no complexo militar de Fuerte Tiuna.
Comando militar condena operação
O chefe do comando militar venezuelano utilizou a rede estatal para repudiar a ação norte-americana em território nacional. Durante a declaração, o oficial classificou a intervenção militar como inaceitável e reforçou a postura de confronto do país diante da detenção de seus líderes.
A manifestação oficial destaca que o país exige a entrega do ditador e da primeira-dama, que foram levados para os Estados Unidos após o bombardeio da base militar. A cúpula das Forças Armadas da Venezuela mantém a posição de que a operação fere a autonomia do governo local.
Detenção em Nova York
Enquanto o comando militar em Caracas pressiona pela soltura, Nicolás Maduro permanece sob custódia em uma prisão federal de segurança máxima em Nova York. O ditador passou a primeira noite na unidade prisional e aguarda os próximos passos do processo judicial em solo americano.
A expectativa das autoridades venezuelanas gira em torno da audiência de Maduro com um juiz dos Estados Unidos, programada para esta segunda-feira. O governo da Venezuela sinalizou que continuará utilizando os canais oficiais para denunciar o que chama de captura ilegal de seu mandatário.
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