
Terremoto no Japão
Reprodução
Conhecido como Anel de Fogo do Pacífico, este cinturão geológico de aproximadamente 40 mil quilômetros se estende pelas margens do Oceano Pacífico e é a região mais sismicamente e vulcanicamente ativa da Terra. Este arco em formato de ferradura é, de acordo com a Geologia Tectônica, a razão pela qual países como o Japão, Chile e Indonésia convivem com a ameaça constante de sismos e erupções.
Subducção
A intensa atividade do Círculo de Fogo não é aleatória; ela é resultado de um processo geológico fundamental: a subducção. De acordo com estudos de Geofísica Tectônica, como aqueles publicados pelo United States Geological Survey (USGS), o Círculo de Fogo marca o ponto onde placas oceânicas mais densas (como a Placa do Pacífico) mergulham (subduzem) sob placas menos densas (placas continentais).
O atrito gerado por esse movimento acumula tensão nasbordas das placas. A liberação súbita dessa energia provoca os terremotos, justificando por que, de acordo com as estatísticas sismológicas compiladas pelo USGS e a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), cerca de 90% dos sismos mundiais ocorrem neste cinturão.
À medida que a placa mergulha, o calor e a pressão no manto derretem o material. Este magma sobe à superfície, dando origem à maioria dos vulcanismos ativos do mundo. De acordo com as agências geológicas e estudos de vulcanologia, o Círculo de Fogo abriga aproximadamente 75% dos vulcões ativos e adormecidos do mundo.
Impacto global
O Anel de Fogo do Pacífico afeta diretamente a vida e a infraestrutura de dezenas de nações. O cinturão, segundo a descrição geográfica e tectônica internacional, começa no sul do Chile, sobe pela costa oeste das Américas (passando por Peru, Equador, América Central, México e Estados Unidos), atravessa as Ilhas Aleutas no Alasca, desce pela costa leste da Ásia (incluindo o Japão, Filipinas e Indonésia) e termina nas regiões da Oceania.
A constante ameaça de sismos de grande magnitude e de tsunamis nessas áreas exige investimentos maciços em engenharia antissísmica e em sistemas de alerta precoce, como os desenvolvidos no Japão, que utiliza modelos de subducção estudados pelo seu próprio Earthquake Research Institute (ERI).
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