
Claudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro
Reprodução/Flickr/Governo do Rio de Janeiro
O senador pelo Piauí e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, afirmou nesta quarta-feira, 25, que convidou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) para se filiar à sua sigla e disse que a federação está de portas abertas para receber o político.
A declaração ocorreu um dia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenar Castro por uso de contratos temporários irregulares na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Fundação Ceperj para pagamento de cabos eleitorais.
Ao comentar o caso, Nogueira se posicionou em defesa do aliado e reforçou que pretende mantê-lo no campo político do PP, mesmo após a decisão da Justiça Eleitoral que retirou o ex-governador da disputa até o fim da década.
Condenação e inelegibilidade
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador na segunda-feira, 23, sob a justificativa de que concorreria ao Senado. No dia seguinte, porém, o TSE o declarou inelegível até 2030 e cassou seu diploma, inviabilizando o plano de disputar uma vaga na Casa.
A mesma decisão de terça-feira, 24, tomada por 5 votos a 2, também condenou o deputado estadual e presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
Segundo o processo julgado pelo TSE, o esquema envolveu contratações temporárias irregulares na UERJ e na Fundação Ceperj, que teriam servido para remunerar cabos eleitorais, configurando uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Defesa de aliado e cenário para o PP
Ao anunciar o convite para que Castro ingresse no PP, Ciro Nogueira buscou reforçar a imagem de confiança no ex-governador. Para o senador, a decisão da Justiça Eleitoral ainda pode ser revista.
Sabemos da sua integridade e acreditamos que a justiça irá prevalecer, trazendo-o de volta ao cenário eleitoral
Na visão de Nogueira, a aproximação com o ex-governador reforça o espaço do partido no Rio de Janeiro em meio à reconfiguração das forças políticas após a decisão do TSE. Apesar da inelegibilidade até 2030, Castro segue como figura relevante para aliados que buscam reorganizar seus palanques no estado.
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