O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse do novo presidente chileno, José Antonio Kast. Em visita oficial ao Chile, onde, segundo ele, foi recebido com honrarias de “chefe de Estado”, o parlamentar brasileiro afirmou que a falta de Lula no evento demonstra uma incapacidade de conviver com pensamentos divergentes.
Críticas à postura diplomática de Lula
Para Flávio Bolsonaro, a decisão do atual governo brasileiro de não enviar o chefe do Executivo à posse de um líder conservador reflete um posicionamento ideológico restritivo. "Lamento que, a essa altura do campeonato, o Lula ainda não consiga conviver com quem pensa diferente dele", declarou o senador.
Ele ainda sublinhou que a intolerância, em sua visão, é uma marca da gestão petista. "Você vê que ele transborda intolerância, transborda o ódio até", completou o parlamentar, reforçando que o Brasil não perde com a ausência do presidente, já que Lula preferiria se aproximar de nações com histórico de desrespeito aos direitos humanos.
“É um presidente da República, convidado por outro presidente da República eleito, e que podia muito bem vir pra cá. Ele prefere se aproximar de países que têm grupos terroristas dominando, de solenidades onde chefes de países desrespeitam os Direitos Humanos, são favoráveis à perseguição e morte de judeus. Então o Lula não se sentiria muito à vontade aqui no Chile”, disse Flávio.
Alinhamento conservador na América Latina
O senador ressaltou a importância da eleição de Kast, a quem descreveu como um "conservador de direita" e "grande defensor da vida". Segundo Flávio, o novo presidente chileno compartilha ideais semelhantes aos defendidos pelo grupo político de Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito ao endurecimento da legislação penal, segurança pública e reorganização econômica.
"É mais um presidente de direita eleito aqui na América", celebrou o senador, expressando o desejo de que esses "bons ventos cheguem rápido ao Brasil". Durante a viagem, Flávio cumpre uma agenda que inclui reuniões com políticos conservadores da Espanha, empresários dos Estados Unidos e uma entrevista exclusiva antes de participar da posse oficial ao lado da esposa.
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