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Governo cobra 'explicações convincentes' para expulsão de delegado nos EUA

Planalto fala em surpresa com decisão e ameaça reciprocidade caso não haja explicações dos EUA

CAIÃ MESSINA

21/04/2026 • 11:56 • Atualizado em 21/04/2026 • 11:56

Bastidores de Brasília
Marcelo Ivo de Carvalho

Marcelo Ivo de Carvalho

Reprodução/Band TV

Resumo

Expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho pelos Estados Unidos, sem comunicação formal prévia, gerou surpresa no governo brasileiro e mobilizou o Ministério das Relações Exteriores em busca de explicações.

Decisão americana foi motivada por acusações de interferência em procedimentos migratórios, especialmente relacionadas à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, sem que justificativas oficiais tenham sido apresentadas às autoridades brasileiras.

Reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inclui a possibilidade de medidas de reciprocidade, enquanto a Polícia Federal já prepara a substituição do delegado em Miami pela delegada Tatiana Torres para manter a cooperação internacional.

O governo brasileiro aguarda “explicações convincentes” das autoridades dos Estados Unidos sobre a decisão de expulsar o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação com o serviço de imigração americano. A medida, adotada sem comunicação formal prévia, causou surpresa no Palácio do Planalto e mobilizou o Ministério das Relações Exteriores, que já iniciou contatos diplomáticos em busca de esclarecimentos.

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Marcelo Ivo havia tido a permanência no cargo renovada pela administração do então presidente Donald Trump e deveria seguir na função até agosto. Apesar disso, o governo americano determinou sua saída do país após acusações de suposta interferência em procedimentos migratórios, especialmente no contexto da detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem. Até o momento, segundo integrantes do governo brasileiro, nenhuma justificativa oficial foi apresentada por canais diplomáticos ou diretamente à Polícia Federal.

Diante da falta de respostas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já indicou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade. Em declaração durante viagem à Alemanha, Lula afirmou que, caso não haja esclarecimentos satisfatórios, um agente norte-americano poderá ser expulso do território brasileiro.

Nos bastidores, a avaliação no governo é de que a decisão dos Estados Unidos dificilmente será revertida. Com isso, a Polícia Federal já se prepara para substituir o posto em Miami. A delegada Tatiana Torres deve assumir a função e se deslocar em breve para os Estados Unidos, dando continuidade à cooperação internacional na área de segurança.

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