
Moraes
REUTERS/Adriano Machado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou exames de rotina no DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13). Segundo fontes da Polícia Militar e do próprio hospital, a passagem do magistrado pela unidade ocorreu pouco antes da entrada do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi internado com quadro de broncopneumonia.
Bolsonaro deu entrada no hospital apresentando febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese, vômitos e calafrios. Após avaliação da equipe médica, o boletim oficial confirmou o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. O ex-presidente segue em tratamento intensivo e está acompanhado da esposa Michelle, autorizada pelo próprio Moraes.
A autorização foi necessária devido às restrições impostas pela situação prisional de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo da Papudinha por envolvimento em trama golpista. Recentemente, a Primeira Turma do STF havia negado, por unanimidade, um pedido de conversão da pena em prisão domiciliar, validando decisão anterior de Moraes.
Histórico de saúde
O quadro atual de Bolsonaro agrava um histórico recente de intervenções médicas. No fim do ano passado, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e enfrentou complicações posteriores, como esofagite e gastrite, constatadas após episódios de soluços persistentes.
A defesa do ex-presidente vinha alertando para a suposta incapacidade das instalações prisionais em oferecer o tratamento adequado às comorbidades de Bolsonaro, muitas delas reflexos do atentado sofrido em 2018.
Reações e procedimentos
A internação foi confirmada pelo senador Flávio Bolsonaro, que pediu orações pela recuperação do pai. Parlamentares aliados, como o deputado Sóstenes Cavalcante, também se manifestaram publicamente demonstrando preocupação com o estado de saúde do ex-mandatário.
No hospital, a segurança foi reforçada para garantir o isolamento necessário ao tratamento e o cumprimento dos protocolos para autoridades sob custódia. Não houve registro de qualquer contato direto entre Alexandre de Moraes e a família Bolsonaro durante a permanência de ambos no prédio.
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