
Carlos Viana
Arquivo pessoal
Resumo
Carlos Viana recebeu convite do partido Democrata para candidatura à Presidência, mas deve recusar para disputar o governo de Minas Gerais pelo Partido Liberal (PL), sendo atualmente filiado ao Podemos e tendo apoio do grupo ligado a Jair Bolsonaro.
Pesquisa do Paraná Pesquisas mostra Viana com cerca de 32% das intenções de voto para o Senado, à frente de Aécio Neves com 26%, levando o PL a considerá-lo um nome competitivo tanto para o Senado quanto para o governo estadual.
Impasses internos no PL envolvem liderança de Cleitinho Azevedo nas pesquisas, resistência de lideranças como Nikolas Ferreira e falta de consenso com o grupo de Romeu Zema, tornando Viana alternativa de consenso e articulando possível chapa com Domingos Sávio ao Senado e apoio de Republicanos, Podemos e outras siglas.
Carlos Viana não deve aceitar o convite para se candidatar à Presidência da República, feito ontem pelo partido Democrata, porque tende a disputar o governo de Minas Gerais pelo Partido Liberal (PL), legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, ele é filiado ao Podemos.
O PL entrou em alerta em relação ao nome de Viana após pesquisa do Paraná Pesquisas, que aponta o senador com cerca de 32% a 32,5% das intenções de voto para o Senado. No levantamento, Aécio Neves aparece em segundo lugar, com aproximadamente 26%. A partir desse cenário, o partido passou a avaliar Viana não apenas como um nome competitivo ao Senado, mas também como uma alternativa real para a disputa ao governo do Estado.
Nos bastidores, o PL enfrenta um impasse estratégico em Minas Gerais. O senador Cleitinho Azevedo lidera as pesquisas para o governo, mas enfrenta resistência interna. O deputado Nikolas Ferreira, uma das principais lideranças do partido no estado, mantém uma relação política distante com Cleitinho. Já o grupo ligado ao governador Romeu Zema ainda não conseguiu consolidar um nome competitivo que ultrapasse o desempenho atual do senador.
Esse cenário criou um bloqueio político: há força eleitoral, mas falta convergência interna. Nesse contexto, Viana surge como uma possível solução de consenso dentro do campo conservador. Além disso, sua candidatura daria ao senador Flávio Bolsonaro uma estrutura política mais sólida em um dos maiores colégios eleitorais do país.
A construção em análise nos bastidores envolve Viana como candidato ao governo pelo PL, Domingos Sávio como candidato ao Senado e a reorganização da base aliada com Republicanos, Podemos e outras siglas.
Nesse arranjo, Cleitinho poderia recuar da disputa ao governo e migrar para uma estratégia alternativa dentro da mesma aliança, preservando capital político e evitando confronto interno.
Ainda não há definição oficial, mas o movimento é tratado como concreto nos bastidores políticos.
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