
Rogério de Andrade
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A ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter o bicheiro Rogério de Andrade no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em um presídio federal. Com isso, ele fica sob regras mais rígidas que as impostas a presos comuns.
Andrade está preso no presídio federal de Campo Grande (MS) desde novembro de 2024. Ele foi transferido do Rio de Janeiro após ser apontado como mandante da morte do rival Fernando Iggnácio, em 2020. Rogerio de Andrade responde a processos por organização criminosa e corrupção ativa.
A defesa do bicheiro acionou o STJ contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que manteve a prisão preventiva e a inclusão dele no RDD, sob o argumento de ausência de fundamentação concreta e contemporânea para a medida.
Os advogados também apontavam incoerência no tratamento dado ao investigado em outro processo relacionado, no qual ele responde em liberdade com medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, a ministra entendeu que a concessão da liminar exigiria exame aprofundado do mérito, o que não seria cabível em uma decisão urgente. Segundo ela, não ficaram demonstrados, de forma evidente, os requisitos necessários para a medida.
O RDD determina regras mais rígidas em relação ao recebimento de visitas, tempo de banho de sol, fiscalização de correspondências, entre outras medidas.
Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, conhecido como um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, do Rio de Janeiro. Castor morreu em 1997, vítima de doença cardíaca.

