O clima já vinha pesado e não foi aliviado pelo encontro do presidente Lula com o Senador Alcolumbre, que nunca engoliu o nome de Messias.
Já devia haver sinais da derrota a caminho na intimidade das articulações no Senado ou, então, uma cegueira de grupo, impensável, entre os governistas de lá e o presidente Lula.
Na tarde desta quarta-feira, pipocaram alguns comentários sobre o nervosismo das forças do governo, que aumentou com o resultado da CCJ. Aqueles 16 votos significaram ali uma vitória pobre.
A dramática derrota do governo, no plenário, não se explica só pela incompetência das articulação política e pela insistência de um nome de baixa atração. Se fosse o Rodrigo Pacheco nem precisa dizer que a história seria outra.
O que está no centro desta derrota é a força da oposição cada vez maior ao Supremo neste momento crítico, cercado de acusações, suspeitas, indignação e oportunismo político também – que é do jogo.
E tudo nesta dramaticidade especial, pelo ineditismo do episódio – só no tempo de Floriano Peixoto houve algo parecido – e pela dimensão da derrota de Lula.
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