Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Senado rejeita Jorge Messias; "Fim do governo Lula", diz Flávio Bolsonaro

É a primeira derrota de um presidente da República nesse tipo de indicação em décadas, enviando uma forte mensagem de insatisfação do Legislativo tanto ao Palácio do Planalto quanto ao Poder Judiciário.

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 20:18 • Atualizado em 29/04/2026 • 20:18

Em uma votação sem precedentes na história recente do Brasil, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, a indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Compartilhar

"Governo sem governabilidade"

Logo após a confirmação do resultado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou em entrevista. Para o parlamentar, a rejeição não foi fruto de uma articulação orquestrada, mas sim de um movimento "espontâneo" de senadores insatisfeitos com os rumos do país.

"Isso aqui é a prova de que o governo Lula perdeu completamente a governabilidade. É o fim do governo. Ele trata o parlamentar como mercadoria, e não é assim que funciona", afirmou o senador no Salão Azul.

Recado ao Supremo Tribunal Federal

Além da derrota imposta ao Executivo, Flávio Bolsonaro destacou que o resultado serve como um "puxão de orelha" em uma ala do STF. O senador criticou o que chama de "atropelo da imunidade parlamentar" e a interferência do Judiciário em processos eleitorais.

Imunidade em pauta: O parlamentar citou os casos dos deputados Eduardo Bolsonaro, Marcelo Van Hattem e Gustavo Gayer como exemplos de desrespeito à Constituição por parte da Corte.

Normalidade democrática: "Eleição se decide no voto, não é na caneta. O Brasil precisa voltar à normalidade e o Senado mostrou hoje que tem autonomia e independência", pontuou.

O futuro da vaga no STF

Com a rejeição de Messias, abre-se um vácuo de incertezas em Brasília. Segundo Flávio Bolsonaro, existe a possibilidade de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pautar uma nova indicação de Lula de imediato, aguardando o resultado das próximas eleições.

Questionado sobre a possibilidade de avançar com pedidos de impeachment de ministros do STF após essa demonstração de força da oposição, o senador foi cauteloso, afirmando que o tema não está "na mesa neste momento", mas reiterou que existem fatos concretos que justificariam tais processos por desrespeito à Lei 1079 e à Constituição.