Em uma votação sem precedentes na história recente do Brasil, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, a indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Governo sem governabilidade"
Logo após a confirmação do resultado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou em entrevista. Para o parlamentar, a rejeição não foi fruto de uma articulação orquestrada, mas sim de um movimento "espontâneo" de senadores insatisfeitos com os rumos do país.
"Isso aqui é a prova de que o governo Lula perdeu completamente a governabilidade. É o fim do governo. Ele trata o parlamentar como mercadoria, e não é assim que funciona", afirmou o senador no Salão Azul.
Recado ao Supremo Tribunal Federal
Além da derrota imposta ao Executivo, Flávio Bolsonaro destacou que o resultado serve como um "puxão de orelha" em uma ala do STF. O senador criticou o que chama de "atropelo da imunidade parlamentar" e a interferência do Judiciário em processos eleitorais.
Imunidade em pauta: O parlamentar citou os casos dos deputados Eduardo Bolsonaro, Marcelo Van Hattem e Gustavo Gayer como exemplos de desrespeito à Constituição por parte da Corte.
Normalidade democrática: "Eleição se decide no voto, não é na caneta. O Brasil precisa voltar à normalidade e o Senado mostrou hoje que tem autonomia e independência", pontuou.
O futuro da vaga no STF
Com a rejeição de Messias, abre-se um vácuo de incertezas em Brasília. Segundo Flávio Bolsonaro, existe a possibilidade de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pautar uma nova indicação de Lula de imediato, aguardando o resultado das próximas eleições.
Questionado sobre a possibilidade de avançar com pedidos de impeachment de ministros do STF após essa demonstração de força da oposição, o senador foi cauteloso, afirmando que o tema não está "na mesa neste momento", mas reiterou que existem fatos concretos que justificariam tais processos por desrespeito à Lei 1079 e à Constituição.
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