O governo brasileiro trabalha numa linha diplomática cuidadosa com Washington e junta setores do empresariado que possam nas suas relações com empresários americanos ajudar a reduzir ou reverter a ameaça do tarifaço e os seus danos – como foi feito antes, quando apareceu o tarifaço.
O Congresso também se movimenta. Esse esforço do governo de tentar entendimentos técnicos com Washington, mais ou menos discretos, não impede ou vem conjugado com as reações vigorosas de Lula às atitudes dos EUA, atacando Flávio Bolsonaro e família pelo alinhamento com iniciativas que vem de lá e atingem a nossa economia.
Entram nas reações de Lula a divulgação dos agradecimentos de Eduardo Bolsonaro aos EUA, quando começou o tarifaço. As reações e os contra-ataques bolsonaristas. Flávio diz que falou a Trump contra o tarifaço e ataca Lula, mas Lula junta tudo isso e liga a nova ameaça à visita recente de Flávio a Trump.
Ele quer repetir aquela fase de suas reações em defesa da soberania, que melhorou sua posição nas pesquisas. No Planalto, cresce o ânimo pelos próximos passos na campanha eleitoral. Quanto mais ligado aparecer Flávio Bolsonaro e família a Trump e a atitudes e ameaças de Washington, mais munição ganha a campanha de Lula.
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