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Como era a lei do Impeachment de ministros do STF, alterada por Gilmar

As punições previstas são a perda do cargo, e a inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública

Da redação
DA REDAÇÃO

03/12/2025 • 10:37 • Atualizado em 03/12/2025 • 10:37

STF com representação da Constituição Federal

STF com representação da Constituição Federal

Rubens Gallerani Filho/Audiovisual/PR

No Brasil não existe previsão constitucional de impeachment de ministro do STF. No entanto, a Constituição Federal diz que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade. O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (3) diversos artigos da Lei do Impeachment relativos ao afastamento de ministros da Corte.

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As punições previstas são: perda do cargo e a inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública. A norma previa que qualquer cidadão, seja parlamentar ou não, poderia denunciar os ministros do Supremo e o Procurador Geral da República, por eventuais crimes de responsabilidade que cometerem.

São crimes de responsabilidade: proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa; exercer atividade político-partidária; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções.

Gilmar determina que apenas PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

O ministro Gilmar Mendes emitiu uma liminar nesta quarta-feira (3) para que apenas a Procuradoria-Geral da República possa pedir o impeachment de ministros da Corte. A decisão suspende trecho da lei de 1950 que previa a prerrogativa para qualquer cidadão brasileiro. O plenário vai deliberar sobre o tema em julgamento virtual, entre os dias 12 e 19 de dezembro.

Gilmar também determinou que a aprovação do processo pelo Senado Federal exija dois terços dos votos, e não mais maioria simples, como consta na legislação atual. A liminar do decano impede, ainda, que o mérito de decisões judiciais proferidas por ministros do STF seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.

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