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Como funciona o canudo que detecta metanol em bebidas, desenvolvido em Universidade de PB

Os idealizadores da pesquisa também pretendem conseguir o contato com uma empresa que possa produzir os canudos em larga escala

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 16:42 • Atualizado em 24/10/2025 • 16:42

Canudo que detecta metanol foi desenvolvido em Universidade brasileira

Canudo que detecta metanol foi desenvolvido em Universidade brasileira

Markus Spiske/Pexels

Após dois anos de pesquisa, o Departamento de Pós-Graduação em Química da UEPB desenvolveu um canudo que identifica a presença de metanol em bebidas destiladas.

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O canudo muda de cor ao entrar em contato com o metanol. O método, conforme explicaram os pesquisadores, detecta adulterações em poucos minutos, sem produtos químicos. Coordenador da pesquisa, o professor David Douglas explicou que o trabalho conseguiu uma taxa de classificação de 97%.

Os pesquisadores estão trabalhando na fabricação desses instrumentos portáteis de baixo custo baseados em espectroscopia NIR e imagens digitais para uso em linha de produção.

A pesquisa começou em 2023 e, em 2025 os pesquisadores publicaram dois artigos científicos sobre o método na revista “Food Chemistry”, uma das principais publicações dedicadas à química e bioquímica dos alimentos.

Os idealizadores da pesquisa também pretendem conseguir o contato com uma empresa que possa produzir os canudos em larga escala. A ideia é transferir para a possível empresa a tecnologia, no intuito de que ela chegue o quanto antes aos consumidores no mercado.

A tecnologia desenvolvida pela universidade paraibana despertou a atenção do Ministério da Saúde. Em reunião com a universidade - que contou também com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) -, o ministro Alexandre Padilha manifestou interesse em transformar a tecnologia em uma política pública.

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