
Marílio dos Santos, apontado como mandante do assassinato de Mãe Bernadete
Divulgação/SSP-BA
Um dos condenados pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernardete Pacífio, a Mãe Bernardete, ocorrido em agosto de 2023, morreu após confronto com a polícia na cidade de Catu, cerca de 90 quilômetros de Salvador, na Bahia.
Marílio dos Santos, conhecido como "Maquinista", era apontado como o mandante do homicídio e estava foragido. A Justiça baiana o condenou na última terça-feira (14) a 29 anos e nove meses de prisão em regime fechado. Por não estar presente, o homem foi condenado à revelia.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) baiana, "Maquinista" atirou nas equipes que tentavam cumprir o mandado de prisão e acabou ferido. O criminoso chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com ele foram apreendidos arma de fogo e munições.
O outro envolvido, Arielson da Conceição Santos, apontado como o autor da execução da líder quilombola, foi condenado a em 40 anos, nove meses e 22 dias de prisão.
A motivação do crime, segundo as investigações, estaria ligada à atuação de Mãe Bernadete na defesa do território quilombola contra o avanço de grupos criminosos e a especulação imobiliária na região.
A líder era uma figura central na coordenação nacional de quilombos e lutava há anos pela elucidação de outro crime: a morte de seu filho, Binho do Quilombo , também assassinado em circunstâncias violentas em 2017.
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