Band Jornalismo

Ex-deputado Paulo Frateschi é velado na Alesp após ser morto pelo filho

Amigo pessoal de Lula e ex-presidente do PT-SP, Frateschi foi preso e torturado na ditadura e teve a vida marcada por tragédias, incluindo a perda de outros dois filhos

Da redação
DA REDAÇÃO

07/11/2025 • 09:13 • Atualizado em 07/11/2025 • 09:21

O corpo do ex-deputado Paulo Frateschi foi velado na manhã desta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na zona sul da capital paulista. A cerimônia foi aberta ao público às 8h e deve ser encerrada às 14h, quando haverá um cortejo até o Cemitério Memorial Parque Jaraguá. O sepultamento está previsto para as 15h30.

Compartilhar

Paulo morreu após ser vítima de um ataque desferido pelo próprio filho, Francisco Frateschi, durante um desentendimento familiar nesta quinta-feira (6).

Amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Frateschi deixa a esposa Yolanda Maux Vianna, filhas, netos e irmãos. Sua vida foi marcada também por tragédias pessoais, tendo perdido outros dois filhos em acidentes de carro em 2002 e 2003.

Trajetória política

Professor por formação, Frateschi foi um dos nomes responsáveis pela fundação e consolidação do PT. Sua militância remonta à ditadura militar, quando foi preso e torturado em 1969.

Sua carreira política em São Paulo incluiu os cargos de vereador e deputado estadual, exercidos entre 1983 e 1987. No âmbito partidário, ele presidiu o diretório paulista do PT e ocupou a função de Secretário de Organização na Executiva Nacional do partido de 2010 a 2014.

Relação próxima com Lula e o PT

Frateschi teve uma relação de grande proximidade com o presidente Lula. Ele participou ativamente da organização das caravanas do presidente em 2018, atuando junto ao Instituto Lula para "manter viva a figura dele", como ele próprio contou em entrevista ao podcast Casa Rosa, em 2022.

Essa relação se estendeu a momentos pessoais: quando Lula deixou a prisão em 2019, o presidente chegou a passar alguns dias na casa de Frateschi em Paraty, no Rio de Janeiro. Em uma das viagens da caravana petista, o ex-deputado chegou a levar uma pedrada na orelha esquerda ao tentar proteger o presidente em São Miguel do Oeste (SC).

Em gestões municipais, Frateschi foi Secretário de Relações Governamentais na administração da então prefeita Marta Suplicy, entre 2001 e 2004, e na gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, cargo que deixou em 2014.

O Legado

Em nota, o PT lamentou a morte do ex-presidente do diretório paulista, destacando seu legado: "Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo. Paulo Frateschi deixa um legado, marcado pela luta pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar."*Com informações do Estadão Conteúdo