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Entenda o que muda com as novas regras do Banco Central para as criptomoedas

Brasileiros buscaram três vezes mais por Bitcoin do que por poupança nos últimos cinco anos, segundo dados da Sala Digital

Por Redação
REDAÇÃO

12/11/2025 • 12:45 • Atualizado em 12/11/2025 • 12:45

Entenda as novas regras para as criptomoedas

Entenda as novas regras para as criptomoedas

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O Banco Central anunciou um novo conjunto de regras para o mercado de criptomoedas. As medidas buscam equilibrar inovação e segurança, estabelecendo normas para o funcionamento das empresas do setor e maior controle sobre as transações digitais.

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De acordo com dados da Sala Digital, o interesse de busca dos brasileiros pelo Bitcoin foi três vezes maior que pela poupança nos últimos cinco anos. Em cada dez buscas feitas no Google, oito foram sobre a criptomoeda, considerada como um das mais conhecida do mundo.

Com a popularização das moedas digitais, aumentaram também os registros de golpes e fraudes, o que motivou o Banco Central a criar um marco regulatório para o setor. Confira a seguir as novidades!

Regras passam a valer em 2026

As novas normas entram em vigor em fevereiro de 2026 e determinam que empresas que operam com criptomoedas deverão ter autorização do Banco Central para funcionar. Essas companhias precisarão manter sede física no Brasil e um capital mínimo que pode chegar a R$ 37,2 milhões, conforme o tipo de operação realizada.

Stablecoins serão tratadas como câmbio

As stablecoins (criptomoedas com valor atrelado a moedas como o dólar) passam a ser enquadradas no mercado de câmbio oficial. Com isso, compras e vendas dessas moedas seguirão regras semelhantes às das operações cambiais tradicionais, com limite de até US$ 100 mil por operação internacional e proibição do uso de dinheiro em espécie.As stablecoins sem lastro real, conhecidas como algorítmicas, serão proibidas.

Mais controle e rastreabilidade

As plataformas que operam com criptoativos deverão rastrear e informar ao Banco Central todas as transações, identificando os titulares das carteiras digitais. Os relatórios mensais sobre operações internacionais passarão a ser obrigatórios a partir de maio de 2026. O objetivo, segundo o BC, é aumentar a rastreabilidade das operações e reduzir o risco de lavagem de dinheiro e financiamento ilegal.

Especialistas avaliam que o novo conjunto de regras deve ampliar a supervisão e a transparência no setor. As exigências de capital e governança podem restringir a atuação de empresas menores, mas tendem a padronizar a operação do mercado de criptomoedas no país.

Com as novas normas, o Brasil passa a integrar o grupo de países que incorporaram oficialmente as criptomoedas ao sistema financeiro regulado.

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