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Crise na Venezuela não terá impacto direto no Brasil, diz Rui Costa

Segundo o ministro da Casa Civil, a situação não deve interferir significativamente no mercado petrolífero brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

08/01/2026 • 14:47 • Atualizado em 08/01/2026 • 14:54

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (8) que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, não deve ter impacto direto sobre o Brasil. A declaração foi dada após cerimônia no Palácio do Planalto, que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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Segundo o chefe da Casa Civil, a operação americana — que incluiu bombardeios e a retirada de Maduro do poder — não deve interferir significativamente no mercado petrolífero brasileiro.

“Eu não acho que haverá um impacto direto no Brasil, muito menos na questão do petróleo”, disse Rui Costa. “O que fica claro, acho que para o mundo inteiro, é a necessidade de reafirmar a soberania dos países. O direito de cada povo, de cada nação, de definir seus próprios destinos”, complementou o ministro.

Intervenção americana e captura de Maduro

Na madrugada do sábado, 3 de janeiro, forças militares dos Estados Unidos realizaram uma operação surpresa contra alvos na Venezuela, que culminou na captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e na sua transferência para os Estados Unidos. A ação foi descrita por autoridades americanas como parte de uma ofensiva contra narcoterrorismo e tráfico de drogas, além de acusações de posse ilegal de armas pesadas. Maduro e sua esposa negam as acusações e afirmam ter sido sequestrados pelo governo dos EUA.

Relatos internacionais indicam que a operação foi uma das ações militares mais diretas dos EUA na América Latina em décadas, com forças especiais realizando ataques rápidos em Caracas e arredores.

Repercussão internacional e tensões geopolíticas

A intervenção provocou reação global imediata. Países europeus, organizações internacionais e membros do Conselho de Segurança da ONU expressaram preocupação sobre o uso de força e os impactos para a ordem internacional. A ação foi considerada por alguns analistas um precedente perigoso, com críticas de que poderia violar a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.

Além disso, pesquisas de opinião nos EUA mostram que a população americana está dividida sobre a legitimidade e os riscos da operação, com parte considerável demonstrando preocupação com possíveis consequências de longo prazo.

Brasil e a perspectiva regional

Questionado sobre a possibilidade de impactos econômicos e diplomáticos diretos ao Brasil, o ministro Rui Costa afirmou que não enxerga efeitos imediatos, principalmente em relação ao mercado de petróleo — um dos principais produtos de exportação e importação da região latino-americana.

A declaração busca tranquilizar mercados e reforçar a posição do governo brasileiro de que o Brasil, apesar de observar atentamente os desdobramentos regionais, não deve sofrer consequências diretas da intervenção militar. A fala também remete à necessidade de respeito à soberania e à autodeterminação dos povos, princípios frequentemente invocados pelo Itamaraty em política externa.