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Decisão sobre impeachment no STF é fruto de polarização política, diz Motta

Presidente da Câmara dos Deputados destacou que quando há uma interferência de um poder no outro ‘é sempre muito ruim’

Da redação
DA REDAÇÃO

04/12/2025 • 11:23 • Atualizado em 04/12/2025 • 11:23

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sobre o impeachment de membros da Corte é “fruto de polarização política”.

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A declaração de Hugo Motta foi feita durante um fórum sobre segurança jurídica, promovido pelo portal Jota, nesta quinta-feira (4). O evento também contará com a presença dos ministros do STF Gilmar Mendes e Flávio Dino.

“A decisão do Supremo Tribunal Federal acerca da mudança do rito dessa questão de impeachment de ministros do Supremo, penso que é fruto da polarização política que estamos vivendo”, disse Motta.

Hugo Motta destacou que quando há uma interferência de um poder no outro “é muito ruim” e que acredita que o Senado e o STF vão encontrar um “caminho de conciliação” para essa situação.

"Quando há essa interferência, é sempre muito ruim. E a reação ontem à decisão do ministro Gilmar, foi uma decisão onde o Senado se posicionou contrariamente àquilo que o ministro Gilmar colocou em sua decisão liminar acerca de uma lei interposta sobre esse rito. Penso e acredito que o próprio Supremo irá, juntamente com o Senado, através de diálogo, encontrar um caminho de conciliação para essa situação", acrescentou.

Entenda

O ministro Gilmar Mendes decidiu nesta quarta-feira (3) que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) está apto a denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade.

Na prática, o ministro entendeu que apenas o ocupante da PGR pode mover pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Para isso, Mendes suspendeu o trecho da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950), que dava a “todo cidadão” a prerrogativa de denunciar os magistrados.

A decisão monocrática do ministro ainda deverá ser confirmada ou não pelo plenário, em julgamento virtual marcado entre os dias 12 e 19 de dezembro.