
Jair Bolsonaro
REUTERS/Adriano Machado
Resumo
Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e executada pela Polícia Federal na manhã de sábado, com justificativa de garantir a ordem pública após convocação de vigília por apoiadores em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.
Defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a manutenção da prisão domiciliar, apresentando documentos que atestam múltiplas doenças graves e sequelas permanentes, argumentando risco à vida em unidade prisional comum.
Condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro foi definida pela Primeira Turma do STF, que impôs pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, tornando-o inelegível desde junho de 2023 após julgamento relacionado à trama golpista.
Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram, na manhã deste sábado (22), que não tiham sido informados da prisão do ex-presidente. Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.
A PF justificou o pedido como importante para a garantia da ordem pública.
A organização tomou a decisão após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em apoio ao ex-presidente na proximidade do condomínio Solar de Brasília 2, onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar.
A PF avaliou que o ato representava risco para participantes e agentes policiais.
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantenha o regime de prisão domiciliar, alegando que seu estado de saúde inviabiliza qualquer cumprimento de pena em unidade prisional.
No documento, protocolado no início da tarde desta sexta-feira (21), os advogados afirmam que Bolsonaro sofre de múltiplas doenças graves, além de sequelas permanentes das cirurgias após a facada de 2018. Foram anexados, ao menos, 11 relatórios médicos para justificar a afirmação.
Condenação no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
A pena foi definida após o colegiado entrar na fase de fase da dosimetria das penas depois da condenação dos oito réus da trama golpista. Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023.
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