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Israel estima morte de 70 mil palestinos durante guerra em Gaza, diz jornal

Número é próximo ao que havia sido apresentado pelo Ministério da Saúde palestino, controlado pelo grupo terrorista Hamas

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DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

30/01/2026 • 08:22 • Atualizado em 30/01/2026 • 08:27

As Forças de Israel estimam que o número de palestinos mortos em decorrência dos ataques na Faixa de Gaza seja de 70 mil, número próximo ao que havia sido apresentado pelo Ministério da Saúde palestino, controlado pelo grupo terrorista Hamas. É a primeira vez que uma autoridade israelense reconhece a precisão dos dados de um órgão palestino.

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A informação foi divulgada pelo jornal The Times of Israel, que ouviu um comandante do IDF sob condição de anonimato. Este alto funcionário militar, no entanto, não soube precisar exatamente quantos dos mortos são civis ou combatentes.

A declaração foi feita pouco mais de três meses após o cessar-fogo na Faixa de Gaza começar a ser implementado, o que abriu caminho para uma redução de hostilidades diretas, para uma facilitação da liberação de reféns e da troca de prisioneiros e para a entrada limitada de ajuda humanitária.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 71.667 pessoas morreram no território palestino desde o início dos conflitos, em 7 de outubro de 2023. Deste total, mais de 450 mortes aconteceram depois da implantação da trégua, em outubro de 2025.

Já as Forças de Defesa de Israel nunca informaram um dado sobre mortes totais em Gaza, diferenciando combatentes das demais pessoas vitimadas pela guerra. Eles afirmavam ter matado pelo menos 22 mil combatentes, além de outros 1,6 mil terroristas dentro do território israelense durante o ataque de 7 de outubro.

Israel afirmou que busca minimizar as mortes de civis e enfatiza que o Hamas usa civis de Gaza como escudos humanos, combatendo a partir de áreas civis, incluindo casas, hospitais, escolas e mesquitas.