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Defesa recorre ao STJ para revogar prisão preventiva de Daniel Vorcaro

Presidente do Banco Master foi preso na semana passada em operação da Polícia Federal

da redação com Andrey Mattos
DA REDAÇÃO COM ANDREY MATTOS

24/11/2025 • 11:43 • Atualizado em 24/11/2025 • 11:43

Daniel Vorcaro foi preso em SP

Daniel Vorcaro foi preso em SP

Reprodução/Lide

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir a revogação da prisão preventiva. O pedido de habeas corpus foi protocolado nesta segunda-feira (24).

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Na semana passada, a Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva do banqueiro. Na ocasião, a decisão foi proferida pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na última segunda-feira (17) enquanto tentava embarcar para o exterior em seu avião particular no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Operação Compliance Zero

O empresário e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Segundo a PF, o empresário planejava viajar para Dubai para fechar negócios, e a aeronave utilizada na tentativa de embarque foi apreendida.

A Operação Compliance Zero cumpriu um total de sete mandados de prisão (cinco preventivas e duas temporárias) e 25 de busca e apreensão, além de medidas cautelares, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Fraude bilionária

A investigação da PF aponta que o esquema criminoso envolvia a criação e negociação de títulos de crédito falsos por instituições financeiras integrantes do SFN.

De acordo com a PF, o grupo teria fabricado "carteiras de crédito insubsistentes" — ou seja, ativos sem valor real de recuperação ou documentação adequada.

Estima-se que a fraude pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. Tais títulos fraudulentos teriam sido vendidos a outros bancos para captar recursos e, após fiscalização do Banco Central (BC), teriam sido substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Os crimes investigados incluem: gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

A prisão de Daniel Vorcaro e a deflagração da operação levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master poucas horas depois da detenção do banqueiro, o que, automaticamente, interrompeu uma negociação de compra da instituição pelo Grupo Fictor.

O Banco Master havia buscado expansão no mercado de crédito e investimentos, sendo um dos pilares de seu modelo de negócio a captação de recursos com juros "muito acima da média do mercado".