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Delcy Rodríguez assume presidência da Venezuela após captura de Maduro

Em cerimônia na Assembleia Nacional, vice-presidente jurou o cargo e classificou a detenção do líder chavista pelos Estados Unidos como um "sequestro".

Da redação
DA REDAÇÃO

05/01/2026 • 17:02 • Atualizado em 05/01/2026 • 17:02

Vice-presidente da Venezuela Delcy Rodriguez

Vice-presidente da Venezuela Delcy Rodriguez

REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira (5), em cerimônia realizada na Assembleia Nacional. A ascensão de Rodríguez ocorre após Nicolás Maduro ter sido capturado por tropas dos Estados Unidos no último sábado (3). Durante o juramento, a nova mandatária afirmou que assumia o posto "com dor, mas com honra", reiterando que Maduro foi alvo de um sequestro por parte das autoridades americanas.

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O evento de posse contou com a presença de aliados próximos e familiares do ex-presidente. Antes do pronunciamento oficial de Delcy, o filho de Nicolás Maduro discursou diante dos parlamentares, afirmando que, apesar da ausência do pai, a "pátria está em boas mãos".

Audiência em Nova York e alegação de inocência

Enquanto o governo interino se estabelecia em Caracas, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, passavam por procedimentos judiciais em solo americano. O casal, que permanece sob custódia nos Estados Unidos, foi submetido a uma audiência de custódia em um tribunal federal de Nova York nesta segunda-feira.

Diante do juiz, Maduro e Flores declararam-se inocentes das acusações formuladas pelo Departamento de Justiça dos EUA. O líder chavista é acusado de manter ligações diretas com o narcotráfico internacional, crime que motivou a operação militar para sua captura no último final de semana.

Continuidade do regime e tensão diplomática

A oficialização de Delcy Rodríguez na presidência marca a tentativa do grupo político chavista de manter a estabilidade administrativa na Venezuela. Rodríguez, que já atuava como vice-presidente e ministra do Petróleo, é agora a figura central para conduzir o país em meio ao impasse jurídico e diplomático com Washington.

Apesar do tom combativo de seu discurso de posse, a presidente interina herda um cenário de incertezas, com o principal líder do regime preso e enfrentando processos criminais nos Estados Unidos sob a égide do Estado de Direito norte-americano.