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Diretor sobre agente alvo de operação: ‘PF não protege e nem persegue’

Procurado pela Band, Andrei Rodrigues afirmou que a PF age com autonomia e corta ‘na própria carne’ quando necessário

Da redação
DA REDAÇÃO

14/05/2026 • 11:59 • Atualizado em 15/05/2026 • 13:36

Andrei Rodrigues,  diretor-geral da Polícia Federal

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou à Band que a corporação trabalha de maneira técnica, imparcial e busca a melhor instrução de suas investigações ao comentar sobre a sexta fase da operação Compliance Zero.

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A nova fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira (14) com o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

“Como sempre tenho dito, a Polícia Federal trabalha de maneira técnica, imparcial e em busca da melhor instrução das suas investigações. Não protege, nem persegue, age com autonomia, e corta na própria carne quando necessário”, declarou Andrei Rodrigues à Band.

“Essa operação de hoje não deixa dúvidas e serve, também, para valorizar a quase totalidade dos policiais federais, que agem com correção e dedicação, e reafirmar que não há hipótese de transigirmos com desvio de conduta em nossa Instituição. E assim seguiremos, obedientes à Constituição e às leis”.

Agentes federais alvos da PF

A sexta fase da operação Compliance Zero foi deflagrada nesta quinta-feira (14) e mirou o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, além de agentes da Polícia Federal.

O agente federal Manoel Mendes Rodrigues, preso no Rio de Janeiro, é apontado pela Polícia Federal como “operador do jogo do bicho” e integrante do núcleo “A Turma”, com papel especifico de liderança de um braço local da organização no Rio de Janeiro.

Além disso, a delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva e seu marido, Francisco José Pereira da Silva, agente aposentado da PF, são apontados como responsáveis, em tese, pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas.

Segundo a Polícia Federal, ambos possuíam acesso, contatos e conhecimento técnico que poderiam favorecer a continuidade das práticas investigadas.

“No caso de Valéria, os elementos reunidos indicam que sua atuação teria ido além de mera proximidade com investigados, assumindo papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso denominado ‘A Turma’”, diz documento da PF.

5ª fase da Operação Compliance Zero

A nova fase da ação tem o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Agentes federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens.

Os alvos estão sendo investigados por crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.