Band Jornalismo

Dólar cai 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio externo

Moeda americana recua 1,60% após falas de Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz; mercado financeiro aguarda decisão do Copom sobre a taxa Selic

Da redação
DA REDAÇÃO

16/03/2026 • 19:10 • Atualizado em 16/03/2026 • 19:15

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte recuperação nesta segunda-feira (16), revertendo a tendência de pessimismo dos últimos pregões. O dólar comercial encerrou as negociações vendido a R$ 5,229, apresentando um recuo de 1,60% (queda de R$ 0,085). A divisa chegou a tocar os R$ 5,28 durante a manhã, mas acentuou a trajetória de queda ao longo da tarde, fechando próxima da mínima do dia.

Compartilhar

O movimento de valorização do real foi impulsionado pela redução da aversão ao risco no cenário global. Após dois dias de altas expressivas, que levaram a moeda americana a superar o patamar de R$ 5,30, o desmonte de posições defensivas por investidores favoreceu ativos de países emergentes. Apesar do alívio pontual, o dólar ainda acumula uma alta de 1,87% no mês de março, embora registre queda de 4,72% no acumulado de 2026.

Recuperação da Bolsa e recuo do petróleo

O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,25%, fechando aos 179.875 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a ultrapassar a marca histórica dos 181 mil pontos. A recuperação ocorre após duas quedas consecutivas e reflete diretamente a queda nas cotações internacionais do petróleo.

O barril do tipo Brent para maio recuou 2,84%, embora permaneça em patamares elevados, acima dos US$ 100. O alívio nos preços da commodity deve-se à expectativa de normalização do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico que concentra 20% da oferta global de petróleo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de diálogo com o Irã e o restabelecimento do acesso à rota marítima ajudaram a reduzir as tensões geopolíticas que pressionavam os mercados desde a última sexta-feira.

Fatores internos e expectativa pelo Copom

No cenário doméstico, a atuação do Tesouro Nacional contribuiu para a estabilidade dos indicadores. O órgão realizou operações de recompra de títulos públicos, o que aumentou a liquidez do mercado e provocou uma queda superior a 30 pontos-base nas taxas de juros futuros (DIs).

O foco dos investidores agora se volta para a superquarta. O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia a reunião para definir a taxa Selic, com decisão anunciada na quarta-feira (18). A maior parte do mercado projeta um corte moderado de 0,25 ponto percentual, reduzindo os juros de 15% para 14,75% ao ano. Contudo, analistas não descartam a manutenção da taxa caso a pressão inflacionária vinda dos combustíveis se mostre persistente. Mesmo com uma eventual redução, o diferencial de juros brasileiro deve continuar atraindo capital estrangeiro para o país.

Com informações da Agência Brasil