Band Jornalismo

Donald Trump diz que guerra está 'perto de acabar' e Ormuz será reaberto

Presidente americano afirmou que negociações com Irã avançaram e Estreito de Ormuz está sendo reaberto

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 12:33 • Atualizado em 15/04/2026 • 12:33

Majid Asgaripour/WANA/ReutersO presidente americano Donald Trump diz que a guerra com o Irã está “perto de acabar” e que o Estreito de Ormuz está sendo reaberto. As negociações entre os dois países continuam. Nesta quarta-feira (15), os Estados Unidos se encontra com representantes do Paquistão, que têm intermediado o conflito armado.

Compartilhar

A declaração foi dada durante entrevista à FOX News. Alguns pontos ainda não foram definidos como a suspensão de enriquecimento de urânio do Irã. Os Estados Unidos querem que o programa seja interrompido por 20 anos, já os iranianos defendem cinco anos.

O Estreito de Ormuz, principal passagem de navios do Oriente Médio e por onde passa 20% do petróleo produzido em todo o mundo, é outro ponto crucial da negociação. O Irã quer cobrar um pedágio das embarcações e os EUA querem ter participação no valor do pedágio. O bloqueio de Ormuz foi anunciado por Trump no fim de semana, após as negociações para o fim da guerra terminarem sem um acordo.

Apesar do avanço nas negociações, o Pentágono informou que está enviando mais 5 mil homens para o Oriente Médio.

De acordo com a Reuters, Trump disse para o mundo se preparar para "dois dias incríveis", enquanto o chefe do exército do mediador Paquistão chegava a Teerã numa tentativa de evitar um novo conflito. O avanço diplomático ocorreu enquanto autoridades dos EUA e do Irã ponderavam um retorno ao Paquistão para novas conversas.

"Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem muito fazer um acordo", declarou o presidente americano.

Autoridades do Paquistão, Irã e países do Golfo também disseram que ambos os lados poderão retornar a Islamabad nos próximos dias.

Iranianos durante protesto contra ataques dos EUA   Majid Asgaripour/WANA/Reuters

Iranianos durante protesto contra ataques dos EUA   Majid Asgaripour/WANA/Reuters