Band Jornalismo

Donald Trump faz ultimato e dá 48hrs para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz

Governo americano exige abertura total da rota marítima em 48 horas; maior central elétrica do país é o primeiro alvo estratégico em caso de descumprimento

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 20:53 • Atualizado em 21/03/2026 • 20:53

Donald Trump faz ultimato e dá 48hrs para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz

Donald Trump faz ultimato e dá 48hrs para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um ultimato de 48 horas para que o Irã libere completamente a navegação no Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito na rede social do presidente, na noite deste sábado (21).

Compartilhar

A exigência determina que a via seja aberta sem ameaças ao tráfego internacional.

Caso o prazo seja descumprido, Washington afirma que atacará e destruirá diversas usinas elétricas em território iraniano, iniciando as operações pela maior infraestrutura de geração de energia do país.

A movimentação ocorre em um momento de extrema fragilidade no mercado global de energia. O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais vitais do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo e derivados consumidos globalmente.

Estreito concentra fluxo vital de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos estratégicos do comércio marítimo global. A passagem dá acesso ao mar aberto para grandes produtores de petróleo da região, como Irã, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estima-se que cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo transite pelo estreito em navios-tanque. Qualquer restrição prolongada à navegação tende a acionar alertas em governos e empresas e a ser monitorada de perto por mercados de energia.

Situações de tensão na área costumam elevar custos de frete e seguros e podem aumentar a volatilidade dos preços internacionais do barril, mesmo quando o fluxo físico não é interrompido por completo. Por isso, variações no número de embarcações que cruzam Ormuz são acompanhadas com atenção por analistas e autoridades.