
Eduardo Bolsonaro
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Resumo
Publicação de vídeo nas redes sociais por Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, comparou as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, às de Nicolás Maduro, destacando supostas restrições mais rígidas enfrentadas por Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Atendimento médico ao ex-presidente após queda na cela gerou controvérsia, com diagnóstico de traumatismo craniano leve e remoção hospitalar autorizada apenas após decisão do ministro Alexandre de Moraes, resultando em críticas de familiares e aliados, abertura e posterior anulação de sindicância pelo Conselho Federal de Medicina e exigência de esclarecimentos à Polícia Federal.
Visitas familiares de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Letícia Firmo e Laura ocorreram na Superintendência da PF, enquanto Carlos Bolsonaro divulgou carta denunciando tentativa de destruição moral do pai, que cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar organização criminosa envolvida em tentativa de golpe de Estado.
Autoexilado nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais em que comparou a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Segundo ele, Bolsonaro estaria submetido a condições mais rígidas na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, do que Maduro, que está preso nos Estados Unidos.
“Eu tenho inveja do Maduro, porque quando você pensa que algo pode acontecer com Maduro, com certeza ele vai receber assistência médica adequada”, afirmou Eduardo em publicação no X nesta segunda-feira, 12.
Com o mandato cassado em dezembro, Eduardo mencionou a queda sofrida pelo pai no último dia 6 dentro da cela onde cumpre pena e questionou o fato de uma eventual remoção hospitalar depender de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Bolsonaro foi atendido por médicos da própria PF após a queda e diagnosticado com traumatismo craniano leve. Moraes negou a transferência ao hospital no dia do acidente e autorizou a remoção apenas no dia seguinte, decisão que gerou críticas de familiares e aliados. A repercussão levou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a abrir uma sindicância sobre o atendimento, posteriormente anulada pelo ministro, que também determinou que o presidente da entidade prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.
Nesta terça-feira, 13, Bolsonaro recebeu a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Flávio chegou à Superintendência da PF por volta das 9h e permaneceu no local por cerca de 30 minutos, tempo estabelecido por Moraes. Foi o primeiro encontro entre pai e filho desde o retorno do senador dos Estados Unidos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve na PF, acompanhada da filha Letícia Firmo, de seu primeiro casamento, e de Laura, filha mais nova do casal. Michelle chegou por volta das 8h50, mas não falou com a imprensa.
Também nesta terça-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) divulgou uma carta enviada ao pai. No texto, afirmou que o processo contra Bolsonaro não se trata de erros ou da aplicação da lei, mas de uma tentativa de destruição moral.
“Cada dia que passa, pai, confirma aquilo que sempre soubemos: não é sobre erros, não é sobre leis — é sobre te quebrar moralmente. E é justamente por isso que resistir se tornou um ato de amor”, escreveu.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, após condenação da Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa envolvida em uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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