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Após esposa de Moraes, Eduardo Bolsonaro diz que outras autoridades serão sancionadas pelos EUA

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal voltou a falar que a temperatura só vai abaixar quando a anistia for aprovada

Da redação
DA REDAÇÃO

22/09/2025 • 12:16 • Atualizado em 22/09/2025 • 12:16

Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro

Jessica Koscielniak/Reuters

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou, nesta segunda-feira (22), que outras autoridades serão sancionadas hoje após os Estados Unidos anunciarem a aplicação da lei Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

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“Eu espero que a elite brasileira seja pressionada a fazê-lo, caso não tenha consciência necessária. E várias outras autoridades também estão sendo sancionadas hoje. Vocês vão ver no decorrer do dia”, declarou Eduardo Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais.

“Eu espero que a elite brasileira entenda que somente parando a perseguição, cujo o único remédio possível é uma anistia dos fatos começando em 2019, para que não haja mais a possibilidade de se desengavetar qualquer desculpa para perseguir opositor político. Somente dessa maneira é que a gente vai conseguir reduzir essa temperatura”, concluiu.

Sanção contra esposa de Moraes

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (22), sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção.

A decisão, anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano, resulta no congelamento de bens ou ativos que Viviane Barci de Moraes possua nos EUA, e pode proibir entidades financeiras americanas de realizarem operações em dólares.

O governo de Donald Trump sancionou o ministro da Suprema Corte em 30 de julho. Na ocasião, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Moraes "assumiu para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos EUA e do Brasil".

Em 18 de julho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ordenou a revogação de vistos de Alexandre de Moraes, de seus aliados no Tribunal e de seus familiares. A medida, segundo ele, é uma resposta ao que chamou de “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de “censura a americanos”.

“Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos. Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato", publicou na época.